segunda-feira, 11 de maio de 2009

Leitura Obrigatória


Li com uma caixa de Kleenex do lado. Acabei com vontade de tomar um Prozac.


"Neste livro de memórias, hoje um clássico, Elie Wiesel narra os horrores dos campos de concentração alemães na Segunda Guerra Mundial.
Ainda criança, Wiesel sofreu as iniquidades impostas aos judeus. Viu de perto o mal personificado, testemunhou a morte de diversas pessoas, entre elas seus pais e sua irmã mais nova.
Em seu discurso ao receber o Prêmio Nobel da Paz em 1986, Wiesel descreveu aquele ambiente como um lugar onde "homens e mulheres de todos os cantos da Europa foram abruptamente transformados em criaturas sem nome e sem rosto, desesperadas pela mesma ração de pão ou sopa, temendo o mesmo fim".
Depois da guerra, profundamente marcado pelo que viveu, Wiesel encontrou apenas uma arma para evitar que algo semelhante ocorresse novamente: a memória. "Para nós, esquecer nunca foi uma opção", disse. Começou, então, sua nova jornada, em busca de uma maneira de narrar o que viveu. "Não foi fácil. Primeiro, por causa da linguagem. Nossa linguagem falhava. Teríamos de inventar um novo vocabulário, porque nossas próprias palavras eram inadequadas, anêmicas".
Em A noite, escrito originalmente em francês, Wiesel encontrou essa linguagem: simples e direta, mas com enorme poder de emocionar. A narrativa impressiona, em primeiro lugar, pelo caráter desumano da tentativa de Hitler de construir uma raça pura e pela sinistra metodologia que a apoiou. Mas também impressiona, como escreveu no prefácio François Mauriac, Prêmio Nobel de Literatura em 1954, pela "morte de Deus nessa alma de criança que descobre subitamente o mal absoluto".
"Este livro resulta de uma chaga que jamais será fechada. Após a agonia como prisioneiro, ao se deparar com sua própria imagem ao espelho, Wiesel constata: "Seu olhar nos meus olhos não me deixa jamais." Olhos marcados pela descoberta de que seres humanos, crédulos em Deus, podem se transformar em monstros."
(sinopse by www.fnac.com.br)

0 comentários:

Postar um comentário