quinta-feira, 30 de abril de 2009

A insustentável leveza do ser

É um romance filosófico complexo, que te obriga à reflexão. Uma obra prima do realismo. Definitivamente um livro bem diferente, original e recheado de frases e metáforas magníficas. Ao falar do abismo existente nos relacionamentos, Kundera usa esta metáfora: "Estavam um diante do outro no meio de uma planície coberta de neve e os dois tremiam de frio." Genial !!!! 

Amei um trecho do livro que fala justamente sobre livros: "(...) Para Tereza, o livro era o sinal do reconhecimento de uma irmandade secreta. De fato, contra o mundo de grosseria que a cercava, tinha uma só arma: os livros que tomava emprestado na biblioteca municipal, sobretudo os romances: lia-os em quantidade, de Fielding a Thomas Mann. Eles lhe ofereciam uma chance de evasão imaginária, arrancando-a de uma vida que não lhe trazia nenhuma satisfação, mas tinham também para ela um sentido como objetos: gostava de passear na rua com livros debaixo do braço. Eram para ela o que a elegante bengala era para um dândi do século passado. Eles a distinguiam das outras."

terça-feira, 28 de abril de 2009

Para entender melhor...

Muito interessante o livro "O equilíbrio necessário", de autoria de um psiquiatra paulistano chamado Henrique Schutzer del Nero. Ele para leigos o funcionamento do cérebro, da nossa mente e porque as pessoas têm distúrbios e, principalmente, quando a intervenção médica é necessária ou não. Achei muitooooo interessante; ajuda a entender as pessoas que passam por problemas de ordem mental e a não ter preconceito quanto à questão. Faz entender, princiapalmente, que a maioria dos problemas é decorrente de desequilíbio químico no cérebro e não basta "boa vontade' ou "pensamentos positivos" para se curar.... Algumas pessoas precisam de terapia, outras só de medicamentos e a maioria das duas coisas. Recomendo a leitura.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ditado popular

Me disseram uma vez que um dos animais mais "burrinhos" do mundo é o boi. Mesmo assim, quando ele percebe que a cerca que o fazendeiro fez é de arame farpado, ele sequer tenta derrubá-la; fica parado, olhando. Mas se o arame for o liso, sem farpas, ele derruba e atropela.... Por isso os fazendeiros (espertos) só utilizam o farpado. Desses fatos 'naturalísticos', nasce o velho e bom ditado, que eu adoro: BOI SABE A CERCA QUE ARROMBA !!!!
No dizer de um amigo meu, não existem pessoas opressoras; existem somente pessoas que se deixam oprimir....

domingo, 26 de abril de 2009

Liberdade

"Liberdade não vem de correr atrás de 'deveres' impostos de fora, mas de construir a nossa existência"
Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.
Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do "ter de". Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.
Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos, podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?
Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?
Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de "deveres" impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito."

Texto de Lya Luft para VEJA

Por isso que não bebo!!

crédito da tirinha: www.cibelesantos.com.br

Sentindo a alma de New York


1. Ir até um dos Píers próximos a Ponte do Brooklin e ficar andando e vendo o rio Hudson, sem planos. Tomar um sorvetinho e tal. Só porque a ponte é linda !
2.Andar pelo Central Park. Sem comentários...Se ainda puder fazer um “piquenique” , com hot dog, dr. pepper e saladinha, num domingo de manhã, lendo o NY Times, vc vira nova iorquino na hora rsrs
3. Tomar "café" no Star Bucks e Croissant de Chocolate do Au bon Pain (espalhados pela cidade). O café é ruim, mas não dá para ir em NY e não tomar um “chafé” típico dos nova-iorquinos. Já o croissant é absolutamente maravilhoso e igual a ele, só em Paris....
4. Ir várias vezes a Times Square, de dia e de noite. Só para olhar !!! Tem uma loja linda dos chocolates HERSHEYS. Ir lá e comprar e comer tudo que tiver vontade.... Emagreça na volta rsrsrs
5. Estátua da Liberdade. Ela até decepciona, pois é menor do que supõe-se. O esquema de segurança é irritante: tirar sapato, relógio, cinto, se tiver líquido tem que beber, etc. MAS a beleza de ver Manhattan, a famosa skyline, ainda que sem o WTC, vale demais. É muito bonito!!!
6. Andar, Andar, Andar. Por Wall Street, pelos bairros do Vilagge, Tribecca, Soho, East Village, etc.
7. Ver um musical da Broadway. Qualquer um. É obrigatório.

Orgulho e Preconceito

Este livro é a obra mais famosa da grande escritora inglesa Jane Austen e considerado por muitos como sua obra prima. O título original desta obra era "Primeiras Impressões" e esse é o tema central deste romance. Em um texto rico em detalhes da sociedade inglesa do século XVII, Jane Austen escreve com leveza e ironia sobre a família de Elizabeth Bennet, cujos caminhos se cruzam com Mr. Bingley e Mr. Darcy, aristocratas que alugam a propriedade vizinha à da família. Elibeth e Darcy, logo de cara, nutrem antipatia e preconceito um pelo outro, mas com o desenrolar da história, vão descobrir que nem sempre as primeiras impressões traduzem a realidade.Por fim, é um dos livros mais adaptados para cinema e TV. Não deixe de ler !

sábado, 25 de abril de 2009

Mulher de trintassss



Putz, guilty as charged rsrsrs

crédito da tirinha: www.cibelesantos.com.br

Must see NY


MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL (www.amnh.org) – Central Park West, esquina com a 79th.


Visitei quando fui passear no Central Park, pois é praticamente encravado no parque. O que acho mais legal é o setor dos Dinossauros (imperdível) e da Evolução Humana, desde os tempos da cavernas até os dias de hoje. Também tem o maior meteorito (meteoro, cometa, sei lá rsrs) que já foi encontrado na terra. Bastante interessante.


Agora, o que não se pode perder de jeito nenhum é a fantástica exibição - lá mesmo, na parte do Planetário - chamada COSMIC COLLISIONS que é paga em separado e vale muuuuito a pena.

The Tudors

Apesar de muitas informações desse seriado estarem equivocadas em relação aos fatos históricos reais, ainda assim vale a pena assistir essa super produção (impecável)
que conta a história dos Tudors, a dinastia da realeza inglesa. O foco central é o reinado de Henrique VIII, cujas peripécias resultaram na dissociação da Inglaterra com a Igreja católica e a fundação da ingreja Anglicana. Como disse, não dá para confiar inteiramente nos fatos, mas dá para aprender bastante coisa, ainda mais se o telespectador fizer uma pesquisinha na internet, quem nem essa nerd aqui rsrsrsrsr
Recomendo muito. Já está na terceira temporada !

Perdas e Ganhos


Por falar em livros, lembrei do "Perdas e Ganhos" da Lya Luft. Adoro essa escritora desde que ela começou a escrever a coluna semanal da "Veja" e não me arrependi em pedir esse livro de presente de aniversário....Neste livro, ela alia suas memórias a uma delicada visão sobre o seu processo de envelhecimento , buscando dar um testemunho sensível sobre o seu amadurecimento como mulher.
Dei de presente para uma amiga querida o "Pensar é transgredir", da mesma autora. E não é que nessa sociedade massificada de hoje em dia, de cultura ao corpo perfeito, da juventude, do vulgar e do supérfluo, realmente a maior transgressão, principalmente dos ainda jovens, é PENSAR !!!!

xoxo

Por um fio

...é o título do livro do Dráuzio Varella. É um livro excelente, uma grande lição. Só quem teve uma pessoa que ama diagnosticada com uma doença grave é que sabe quanta falta faz a sensibilidade em um médico. Imagino como o mundo seria menos doloroso se todos os médicos fossem como o Dr. Dráuzio !
Sem contar que ele adota a mesma filosofia de vida que eu há muito tempo venho tentando adotar e me lembrar todos os dias, pois é difícil cultivá-la. Convivendo com pacientes terminais, ele percebeu que muitos deles, por mais paradoxal que seja, encontram felicidade nessas horas finais, pelo simples fato de darem mais valor às pequenas coisas, às menores conquistas do dia-a-dia, como sentir o sabor de uma comida especial, receber um carinho, ouvir uma boa música, ficar um pouco sem dor, caminhar sozinho....Essas coisas que passam despercebidas no nosso dia-a-dia, mas que exigem um esforço hercúleo quando se está doente.
E o Dráuzio conta que, diariamente, antes de se sentir infeliz ou reclamar de alguma coisa, ele pensa nessas pessoas e tenta aproveitar o máximo do cotidiano enquanto está saudável...E de tanto ler isso em tantos lugares, eu tento sempre ter o mesmo hábito.....
xoxo

Um pouco de poesia

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração."

(Autopsicografia - Fernando Pessoa)