domingo, 31 de maio de 2009

Um homem que me enlouqueça rsrsrs

By: www.cibelesantos.com.br

sábado, 30 de maio de 2009

Dicas de hospedagem na Europa

  1. BRUXELAS à Sleep Well Hostel – Excelente, fiquei num quarto duplo com banheiro privativo -  muito limpo – café da manhã bom (para os padrões europeus) – Da estação de trem tem que pegar o metrô e a estação fica há duas quadras do albergue – A principal atração da cidade – a Praça Maior – fica há alguns quarteirões e dá para ir a pé - www.sleepwell.be 
  1. AMSTERDAM à Hostel Stayokay Amsterdam Voldepark (da rede Hostelling Internacional à tem que ter carteirinha de alberguista ) – Muito bem localizado, dá para ir a pé se quiser da estação de trem, mas tb tem ônibus fácil – Dá para ir a pé nas principais atrações ou de barco – o albergue é careta, não tolera o uso de drogas – muito limpo e organizado – fiquei num excelente quarto duplo com banheiro – café da manhã excelente - www.hihostel.com 
  1. BERLIM à Hostel Circus Weinbergsweg à excelente, agitado, com happy hour – limpo e organizado. sem café da manhã incluído. Localizado perto das principais atrações da cidade e de metrô, mas longe da estação de trem, embora o ônibus te deixe na porta. Quarto duplo, mas com banheiro coletivo – tem um Tour a pé que é sensacional para quem gosta de história e fala inglês, dura o dia todo e vc conhece os principais pontos com um guia excelente – vale a pena – www.circus-berlin.de 
  1. VIENA à fiquei no Hotel da rede Mercure – não é barato –  mas excelente, perto do metrô, limpo, com ar condicionado, banheiro amplo, com secador de cabelo e todas as mordomias, mas sem café da manhã – perto de supermercado – www.mercure.com 
  1. VENEZA à Fiquei num flat (Residenza Cà Dario), próximo da estação de trem, foi um pouco confuso de achar, mas a cidade é mesmo um labirinto – excelente acomodação, dava para 5 pessoas – café da manhã fraquinho – ar condicionado e cozinha – preço caro, mas tudo é caro em Veneza – www.residenzacadario.it 
  1. FLORENÇA à Hotel Montreal – preço razoável, próximo da estação de trem e dá para ir à pé até o Duomo e a Galeria Ufizzi, que são as principais atrações da cidade – tem ar condicionado, tv no quarto – existem quartos com e sem banheiro privativo. Sem café da manhã. Reservei através do site: www.venere.com 
  1. ROMA à POP INN HOSTEL à nesse albergue animado fiquei num quarto duplo, dividindo o banheiro com mais um quarto; não vi o dormitório; era tudo até que limpinho. O pessoal que trabalha lá é muito simpático e prestativo: logo que você chega eles já te dão um mapa da cidade e explica tudo, dando as dicas, ensinando o metrô, etc. Tem café da manhã (café e croissant). No meu quarto tinha ventilador; não tem ar condicionado. Tem internet gratuita (mas só tem 2 computadores e limite de 15 minutos). Fica localizado “colado”  na principal estação de trem da cidade, a TERMINI. Esse local não é o mais bonito da cidade, e o albergue é meio decadente mas foi o mais barato e mais prático. Na estação tem supermercado, shopping; nos arredores tem Mc Donald´s, cantinas, pizzarias, lavanderia (muito caro), etc. Gostei muito!!! No dia que saímos, só íamos pegar o trem às 23:00 e eles ficaram com nossas malas guardadas até à noite sem nos cobrar nada. www.popinnhostel.com 
  1. NICEà Fiquei num residencial tipo FLAT excelente, o Nice Fleurs. Quarto e prédio excelente, há algumas quadras da praia (10 minutos a pé). Sem café da manhã, mas tem cozinha, banheiro privativo c/ banheira. Fui da estação a pé, mas é meio longe (meia hora andando), recomendo ônibus. Tem supermercado perto. Achei o preço bom. Cheguei antes do horário do check in e eles ficaram com nossas malas até voltarmos, sem cobrar nada. www.residence-nice-fleurs.activehotels.com 
  1. MILÃO à Hotel Verona Milano  à perto da estação de trem e dá para ir a pé até as atrações principais (20 minutos), como a Catedral e o Teatro La Scala. O quarto era ótimo, com ar condicionado e banheira. Os donos são extremamente simpáticos e prestativos, ainda mais quando descobrem que vc é brasileiro. O café da manhã era muito bom, tudo era limpo e tem acesso à internet. Reservei através do www.venere.com 
  1. BARCELONA à Albergo Pere Tarrés à excelente albergue da rede HI, muito limpo, organizado e caretão. Tem lock-out (horário que ninguém fica no albergue para limpeza geral). Cheguei antes da hora e eles guardaram nossa mala, sem cobrar nada. Café da manhã incluído e até que bom. Fiquei em quarto duplo, com banheiro e ar condicionado, com direito à varandinha. Tem restaurante próprio com comida boa e barata, tem cozinha para quem quer cozinhar; lavanderia baratinha e internet. Fica a 20 minutos da estação de trem, mas é uma ladeira: quase morri (eheheh). Recomendo! www.peretarres.org/alberg/index_eng.html 
  1. MADRI à Hotel Astúrias à foi o único que não reservei antes; fui num quiosque que tem na estação próprio para reserva de hospedagem e eles sugeriram esse. Paguei barato pelo quarto duplo, que é excelente, mas sem ar condicionado; tem banheiro privativo c/banheira. É bem localizado, próximo do metrô (Porta do Sol), mas é bem barulhento à noite. www.hotel-rates.com/spain/madrid/asturias-hotel.html 
  1. SANTIAGO DA COMPOSTELA à Hotel San Carlos – hotel muito bom e  bem localizado, entre o centro histórico e a estação de trem. Quarto amplo, com ar condicionado, banheiro c/ banheira, tudo muito limpo. Chegamos antes do check-in, mas como o quarto estava vazio, nos deixaram entrar sem cobrar nada a mais. Pessoal simpático e prestativo; não tem café da manhã. Boa opção, preço razoável. www.hotelsancarlos.net 
  1. PARIS à Hotel Mercure Quartier Latin à fiquei nesse hotel da Rede Mercure (que tem vários na cidade), preço meio caro, mas bem localizado: perto de metrô, dá para ir a pé até a Catedral de Notre Dame e ao Rio Sena; o bairro é boêmio, cheio de bares, cafés e restaurantes. Quarto excelente, com ar condicionado, banheiro privativo c/ banheira, Tv; sem café da manhã incluído. Saí cedo no ultimo dia e eles ficaram com nossas malas até à noite sem custo nenhum. Foi uma excelente opção ! Recomendo. www.mercure.com

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Como planejar um mochilão pela Europa

Assim eu fiz:

1.        Comprei o “Guia Criativo para o Viajante Independente na Europa”www.oviajante.com Usei muito no planejamento e durante toda a viagem. Foi uma  dica excelente de outros mochileiros e valeu muito a pena. Também comprei um guia em inglês, que é mais completo até, com bons mapas à LONELY PLANET EUROPE (www.livrariacultura.com.br) . Alguns mochileiros me sugeriram outros, que parecem ser excelentes também, como o “Let´s go”, o “Rough Guide”, mas optei pelo Lonely Planet mesmo.


 2.        Defini as datas que teria disponível para viajar, quanto mais ou menos teria para gastar e quais cidades seriam a minha prioridade. No meu caso, eu tinha, entre embarcar e botar os pés de volta no Brasil 35 dias. Elegi as 4 cidades em que eu queria passar mais tempo (pelo menos 4 dias): LONDRES – PARIS – ROMA – MADRI. Decidi que as demais cidades seriam lucro: não tinha importância se eu não conseguisse conhecer tudo o que eu queria das outras cidades, o importante era conhecer o que eu realmente queria das quatro eleitas ! 


3.Comprei a passagem aérea, definindo a cidade inicial. Fiz o seguro de viagem (obrigatório na maioria dos países europeus). O que achei melhor e mais barato foi um da www.micbrasil.com.br (è comprei na agência de turismo onde comprei a passagem aérea). Fiz a carteira de alberguista (rede de albergues Hostelling International – www.albergues.com.br ).
 
4. Decidi se iria fazer os trajetos de trem ou de avião, já que na Europa existem várias cias. aéreas muito baratas (preços tão baixos que parece brincadeira) como a www.easyjet.com e a www.ryanair.com.
 
Vantagens do avião: são mais rápidos e mais baratos;
Desvantagens do avião: não dá para curtir a paisagem; os aeroportos utilizados por essas empresas são secundários e por isso distantes; os horários são malucos, muitas vezes de madrugada.
Vantagens do trem: dá para curtir as paisagens lindas, não precisa despachar bagagem nem fazer check-in, as estações de trem são bem localizadas, facilitando o traslado até a hospedagem, os horários são ótimos e dá para dormir no trem, economizando uma diária.
Desvantagens do trem: demora mais e é mais caro. Tem que prestar bastante atenção na plataforma que o trem para, a fim de não pegar o errado (eu ia olhar um dia antes....). Se vc perder o passe de trem ou ele for roubado, já era, não tem reembolso ou substituição.
 
5. Após definir que iria fazer o trajeto de trem, estudei as opções de passe  na www.eurail.com e descobri quem era o representante na minha cidade através de contato no www.accortour.com.br .
Fui no representante aqui de Santos, que é a Cottatour (meu contato é o Wagner), sito na Rua Dr. Carvalho de Mendonça, 209 – Tel. 3221-8500 - E-mail: cottatour@cottatour.com.br) e comprei o passe (demora uns dias para chegar).
 
6. Defini o roteiro dia a dia, país por país, utilizando, inclusive, a tabela de horários de trem contido neste site: http://reiseauskunft.bahn.de/bin/query.exe/en 
(detalhe: os horários se mostraram 99,99999% certos de acordo com este site alemão; as diferenças eram de minutos)
 Levei o roteiro para o agente de viagem (Wagner – Cottatour) que me vendeu o passe de trem para ele ver se era viável ou não e analisar as melhores rotas para mim. E ele fez algumas adaptações, para ficar mais fácil e adequado. Fiz reserva de assentos dos trechos que ele disse serem mais procurados naquela época (verão), pois o passe te dá direito ao embarque e não necessariamento ao assento. Lá na Europa eu verifiquei que em alguns países não precisava ter feito reserva nenhuma porque estava bem tranqüilo e vazio (ex. Áustria, Alemanha); mas na Itália, por exemplo, tava uma loucura: ainda bem que reservei !!!
 
7. Comprei a mochila à modelo Twin Peaks da marca Kailash. O legal dela é que tem como guardar as alças e ela vira uma mala de viagem, ideal para despachar no avião. Ela vem com um mochilinha destacável, que eu usava para o dia, durante os passeios, colocando água, chocolate, bolachas, etc. O ideal seria uma mochila dessa com rodinhas, mas embora vários mochileiros tenham me falado dela, não achei para comprar. Visite: www.arcoeflecha.com.br
Na minha opinião, mala comum de rodinhas não dá certo; muitas escadas, longas distâncias, armários pequenos.....por mais que pese a mochila, ainda é bem mais prático.
 
8. Fiz as pesquisas de hospedagem, utilizando os guias e as indicações do site: www.tripadvisor.com para escolher os lugares. Fiz reservas via internet utilizando esses sites:  www.activehotels.com  www.venere.com  www.bookings.org  www.hihostels.com . Não tive nenhum problema com eles: cheguei nos lugares e estava tudo certo. (imprima tudo !!!)
 
9.  Pesquisei a previsão de tempo e defini as roupas que iria levar e quais os objetos importantes que não poderiam faltar. Eis alguns: capa de chuva (daquela bem fininha); canivete; aquelas almofadas de pescoço para dormir no trem/avião, junto com a máscara; abafador de ouvido (para dormir no trem sem barulho); squeezy (para colocar água); boné, óculos escuros; CADEADOS (de vários tamanhos, para usar nos armários dos albergues); porta-moedas (se usa muita moeda por lá); aquelas bolsinhas tipo pochete que se usa debaixo da roupa, para colocar o passaporte, a passagem e o dinheiro); talheres de camping; .
 
10. Comprei traveler-check, mas me arrependi. Apesar de  ser mais seguro (se vc perder ou te roubarem vc é reembolsado), não é bem aceito como nos EUA; na Europa vc tem que pagar taxa, comissão, etc para trocar por euros. Melhor levar dinheiro mesmo. (Se for para Inglaterra, não esqueça de levar libras, pois eles não aderiram ao euro). Levei parte em dinheiro, parte em traveller e cartão de crédito (os mais aceitos foram o Visa e o Mastercard).

quinta-feira, 28 de maio de 2009

In Treatment - Série da HBO sobre psicologia

Por Vinícius Silva (publicado originalmente no Sob a minha lente)

"A Psicologia é algo muito comum no universo cinematográfico e também nos seriados. Sempre citamos o tratamento psicológico dos personagens em determinadas séries, filmes que tentam se incluir mais nessa pesquisa investigativa da mente humana para entender qualquer ação que se faça. No filme, por exemplo, Além da Linha Vermelha, o diretor Terrence Mallick se utiliza da batalha de Guadalcanal, realizada numa Ilha do Pacífico durante a II Guerra Mundial, para mostrar como os soldados reagiam diante do conflito. Ele praticamente se esquece do que foi realmente o conflito e concentra a sua narrativa nos soldados que ali estavam.
Não só neste filme de Terrence Mallick, que recebeu, na ocasião, sete indicações ao Oscar, mas ultimamente, devido aos conflitos no Iraque e no Afeganistão, as produções têm procurado entender mais o instinto humano quando os soldados retornam para casa, do que em relatar a própria guerra. Isso pode ser visto em dois filmes recentes: o primeiro, A Volta dos Bravos e, o segundo, O Reino. Ambos tratam dessa luta em dois fronts por parte dos americanoos. Brian de Palma também fez uma obra documental e ficcional sobre a mesma temática, no seu longa Redacted, em que ele também se aprofunda no estudo psicológico dos seus personagens para compreender o pensamento de cada um sobre a guerra ou o porquê de se estar ali.
Existem, obviamente, outros filmes que tem a Psicologia como pano-de-fundo como, por exemplo, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Gênio Indomável, Bicho de Sete Cabeças, Abril Despedaçado e tantos outros que, se eu me esforçasse um pouco mais, poderia listar aqui. Todos estes tratam muito bem do lado psicológico dos seus personagens, talvez não de maneira direta, mas de uma forma que dá a entender a verdadeira mensagem que os seus diretores estejam querendo passar: compreender a mente humana.
No entanto, uma nova série da HBO, chamada In Treatment, aprofunda na Psicologia pura, como ela realmente é, algo que nunca foi feito no cinema, pelo menos não que eu me lembre. Todos os pontos necessários para se compreender o que se passa na mente de cada ser humano está ali, com diversos casos e problemas, de pessoas com personalidades diferentes, que procuram um terapeuta para ajudá-lo a entender tudo o que está se passando na sua vida. O trabalho do terapeuta: ajudar essa pessoa a achar o seu caminho.
Gabriel Bryrne encarna Paul, o dono do consultório. Na segunda-feira, ele atende Laura, uma médica que está apaixonada pelo próprio Paul. Terça-feira é a vez de Alex, um piloto de guerra traumatizado por ter matado inocentes há anos atrás. No dia seguinte, Paul atende Sophie, uma menina ginasta que tentou suícidio. Quinta-feira chega a vez de Jake e Amy para uma terapia de casal. E, finalmente, na sexta-feira, o próprio Paul se consulta com sua amiga e mentora, Gina.
Assim sendo, a cada semana essas pessoas voltam ao consultório de Paul com uma nova história para ser contada, novos problemas e novas situações. O trabalho do teraupeta: ouvir. E isso é algo que a série deixa muito claro durante os vinte minutos de exibição dos episódios. A única coisa que Paul faz é ficar sentado e ouvindo o que o seu paciente tem a dizer. O texto altamente bem feito, ajuda a dar sustento às histórias, juntamente com as ótimas interpretações dos seus atores.
In Treatment pode causar até um certo sono durante alguns momentos, porque ela se passa em um único cenário (o consultório de Paul) e, durante todo o tempo, ela é construída a partir de diálogos fortes, com a câmera girando em torno do terapeuta e do paciente, além de se utilizar de planos fechados para causar ainda mais impacto para quem está assistindo. Uma espécie de trazer emoção e comoção pela história que está sendo contada. Obviamente que isso ajuda a dar mais realidade, mas principalmente, ajuda a entender o sentimento de cada um quando se senta ali no divã, coisa que não é fácil para ninguém, nem para um adulto quanto menos para uma garotinha.
Além disso, um outro fator interessante da série é a humanização do seu terapeuta, Paul. Durante a semana ele atende todas essas pessoas, mas na sexta-feita ele próprio vai para o divã. É interessante notar porque se pensa que os terapeutas têm respostas para todas as coisas. Mas não é bem essa a verdade. Eles também têm problemas e o que Paul faz em se consultar com uma outra pessoa, o que desmetifica o que normalmente se pensa em relação a estas pessoas. Afinal de contas, são tantos problemas que Paul ouve que ele se vê na necessidade de, não exatamente compartilhar, mas de tentar descarregar um peso que ele tem para si com uma outra pessoa, a amiga e mentora, Gina.
É possível se identificar em muitos aspectos com os problemas contados pelos pacientes. Todos eles procuram achar um significado para as coisas que acontecem ou, simplesmente, procuram se entender. A série não perde o ritmo em momento algum, sendo brilhantemente escrita e melhor ainda interpretada. Recomendável a todos aqueles que gostam de diálogos inteligentes, impactantes, mas também, de uma pequena dose de emoção."

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Somos um país de Analfabetos

"Segundo pesquisa do confiável IBGE, estamos num vergonhoso lugar entre os países da América latina, no que diz respeito à alfabetização. O que nos faltou e tanto nos falta ainda? Posso dizer que tem sobrado ufanismo. Não somos os melhores, não somos invulneráveis, somos um país emergente, com riquezas ainda nem descobertas, outras mal administradas. Somos um povo resistente e forte, capaz de uma alegria e que as quadrilhas, o narcotráfico e a assustadora violência atuais não diminuem. Um povo com uma rara capacidade de improvisação positiva, esperança e honradez. 

O sonho de morar fora daqui para escapar não vale. Na velha e sisuda Europa não há sol como este. Recordo meu espanto na primeira estada por lá, num verão, vendo o sol oblíquo e pálido. Lá não se ri, não se abraça como aqui. Eles trabalham mais e ganham mais, é verdade. A pobreza por lá é menos pobre porque, se fosse miserável, morreriam todos de frio na primeira nevasca. O salário-desemprego, é tão bom que, infelizmente, muitos decidem viver só com ele: o mercado de trabalho lá também é cruel, e com os estrangeiros, nem se fala. Em muitas coisas, somos muito melhores.

Mas somos um país analfabeto. Alfabetizado não é, já disse e escrevo freqüentemente, aquele que assina seu nome, mas quem assina um documento que leu e compreendeu. A verdadeira democracia tem de oferecer a todos esse direito, pois ler e escrever, como pensar, questionar e escolher, é um direito. É questão de dignidade. Quando eu era professora universitária, na década de 70, já recebíamos nas faculdades vários alunos que mal conseguiam escrever uma frase e expor um pensamento claro. "Eu sei, mas não sei dizer nem escrever isso" é uma desculpa pobre. Não preciso ser intelectual, mas devo poder redigir ao menos um breve texto decente e claro. Preciso ser bem alfabetizado, isto é, usar meu instrumento de expressão completo, falado e escrito, dentro do meu nível de vida e do nível de vida do meu grupo.

Para isso, é essencial uma boa escola desde os primeiros anos, dever inarredável do estado. Não me digam que todas as comunidades têm escolas e que estas têm o necessário para um ensino razoável, para que até o mais pobre e esquecido no mais esquecido e pobre recanto possa se tornar um cidadão inteiro e digno, com acesso à leitura e à escrita. Isto é, à informação. Um sujeito capaz de fazer boas escolhas de vida, pronto para se sustentar e que, na grave hora de votar, sabe o que está fazendo. Enquanto alardeamos façanhas, descobertas, ganhos e crescimento econômico, a situação nesse campo está cada vez pior. Muito menos pessoas se alfabetizam de verdade: poucos que chegam ao 2º grau e dos pouquíssimos que vão à universidade, muitos saem de lá realmente formados. Entram na profissão incapazes de produzir um breve texto claro. São desinteressados da leitura, mal falam direito. Não conseguem se informar ou questionar o mundo. Pouco lhes foi dado, pouquíssimo lhes foi exigido. 

A única saída para tamanha calamidade está no pior interesse pelo que há de mais importante num país: a educação. E isso só vai começar quando lhe derem os maiores orçamentos. Assim se mudará o Brasil, o resto é conversa fiada. Investir nisso significa criar mais oportunidades de trabalho: muito mais gente capacitada a obter salário decente. Significa saúde: gente mais bem informada não adoece por ignorância, isolamento e falta de higiene. Se o estado cabe nos ajudar a ser capazes de saber, entender, questionar e escolher nossa vida é nas famílias, quando podem comprar livros, que tudo começa. "Quantos livros você tem em casa, quantos leu este mês? E jornal?", pergunto, quando me dizem que os filhos não gostam de ler. Família tem a ver com moralidade, atenção e afeto, mas também com a necessária instrumentação para o filho assumir um lugar decente no mundo. Não nascemos nela, nela vivemos. Mas com ela também fazemos parte de um país que nos deve, a todos, uma educação ótima. Ela trará consigo muito de tudo aquilo que nos falta. "


* Crônica de Lya Luft publicada no dia 1º de outubro de 2008 na revista Veja.

terça-feira, 26 de maio de 2009

E os homens? por Arnaldo Jabor

O que os homens nunca deveriam usar - ou ter usado.
Na coluna passada brinquei, com o meu ponto de vista, sobre o que as mulheres não deveriam usar - pois era sofrível. Foram dezenas de e-mails concordando, mas pedindo para o colunista fazer a mesmíssima coluna, porém sobre os equívocos masculinos. Já tinha isso em mente e aí vai a minha lista para meus queridos leitores.
Acho abominável que um homem envergonhe (no sentido estético) a classe masculina usando:
1) O trio mais famoso do que o do McDonalds: pochete, bermuda jeans e sandália papete. Se vier acompanhado do celular (na capinha) na cintura então. É caso para fingir que não conhece.
2) Blazer com gola rolê por dentro. É o figurino preferido de 10 em cada 10 novos cabeleireiros recém bem-sucedidos na cidade. Esse tipo acha esse conjunto o uniforme da 'elegância'. Geralmente abrem salão na cidade com os nomes de Roberto's Coiffeur, Cabral's, Antonio's e por aí vai.
3) Sapato social de 'franjinha' (aquele detalhe de penduricalho em cima). Se for curto a ponto de aparecer a meia branca por baixo, a coisa beira a piedade. Esse tipo fica ótimo num dublador de Michael Jackson cantando 'Billie Jean' no Largo da Carioca.
4) Calça de cintura alta, a chamada 'Saintropeito'. Cuidado com os testículos! Eles não têm culpa se você se veste mal. Gerentes de churrascaria rodízio costumam adotar esse visual acompanhado de uma vistosa camisa vermelha de seda javanesa.
5) Perfume KOUROS (Yves Saint Laurent). Num acampamento pode ser usado como repelente (pena dos seus companheiros de viagem). Um cara que usa esse perfume se torna inesquecível. O trauma nas pessoas ao redor é irreversível.
6) Essa vai doer em muito 'Maurício' mas é a minha opinião: Casaquinho de lã jogado nas costas e amarrado na frente. Esse visual geralmente vem acompanhado de um cabelo arrumado pela mamãe a 'La Roberto Justus'. Tem solução, mas tem que ser mudado ainda na infância ou no máximo adolescência. Depois fica difícil.
7) Unha suja (e sem cortar). Se você não for o mecânico Pascoal da novela 'Belíssima', pode ter certeza que brochará sua namorada ou pretendente. Caso seja bonito como o Gianechinni, ela será somente um pouco mais tolerante, entretanto, irá pedir para limpá-las assim que acabar a noite de fetiche com um desleixado. Não esqueça também de aparecer aqueles pelinhos horríveis que por ventura saiam do nariz ou da orelha - em nome da higiene, please!!!
8) Base incolor na unha. Triste amigo. Só limpar e cortar já é suficiente. Cuidado se tem esse hábito, pois daqui a pouco estará pedindo 'francesinha' no salão.
9) Fazer sobrancelha. Se for tirar um fio maior, ok. Agora, se for limpar e afinar nas extremidades, é melhor tomar cuidado. Daí para usar rímel e delineador é um pulo. Não estranhe se vier uma vontade incontrolável de chamar um amigo de infância para assistir 'Brokeback Mountain' comendo pipoca light.
10) Cueca furadinha tipo antiga Adams de cor vermelha, amarela, marrom, etc... Amigo, por favor, treine tirar a calça puxando a cueca junto. Nenhuma mulher no mundo agüenta esse choque visual. Se ela vir a sua cueca é provável que você fique na mão (literalmente).
11) Unha grande do mindinho

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O que ñ usar - Arnaldo Jabor

Algumas coisas que as mulheres devem saber que são tristes de usar.

Com isso, e pela importância que dou ao sexo feminino, decidi fazer uma pequena listinha de coisas que simplesmente algumas mulheres deveriam repensar antes de usar (caso uma mera opinião masculina importe).   

É triste mulher:

1)Usar esmalte com uma florzinha (ou estrelinha) em 1 das unhas combinado com a outra mão (no pé já é caso de internação);

2)Salto de acrílico (a ñ ser que vá fazer 1 filme pornô ou agradar o namorado fetichista);

3)Lente de contato colorida. Essa é uma das tenebrosas campeãs. Além de dar uma enorme vontade de lacrimejar de aflição (para quem está de frente com o ser), parece que estamos diante de uma personagem do próximo filme do X-Men;

4)Meia-calça cor da pele, tipo Kendall para o inverno (a ñ ser que tenha mais de 70 anos ou use debaixo da calça em caso de frio extremo). Em hipótese nenhuma deve ser usada com saia e sandália aberta;

5)Calça justa demais, que aperte as partes íntimas (fica parecendo pata de camelo);

6)Descolorir os (muitos) pelos da barriga, o famoso 'caminho da felicidade'. Melhor depilar, caso contrário é melhor procurar um namorado que tenha colocado blondor no bigodinho. Farão um lindo par;

7)Unha do pé grande, maior do que onde termina o dedo, além de ficar muito feio pode ser um perigo fazendo 'carinho' com o pé, no marido ou namorado. Se estiver solteira, vá à praia de meia;

8)Calça jeans com muitas aplicações (rosas coloridas,tachas,strass,etc.).Tudo em exagero polui o visual e esse tipo de calça tem muita informação. Usada junto com o item 2 é uma das piores composições. Se pretender sacanear algum namorado (ou ex), chame o para jantar ou dançar, e vá assim;

9)Perfume Paris, do Yves Saint Laurent. Se ñ estiver na 3ª. idade ñ tem desculpa. As pessoas ao redor ñ merecem isso e nem todo mundo carrega Neosaldina na bolsa. Usar no verão então, é sadismo;

10)Calça legging com tamanco de madeira. Se vc ñ estiver numa refilmagem de 'Grease nos tempos da brilhantina', use outra maneira de chamar a atenção. Há outras (e muito melhores) maneiras de um cara te achar gostosa. 



sábado, 23 de maio de 2009

Kit "Segunda Guerra Mundial"

Para quem quer aprender mais sobre a Segunda Guerra Mundial, nazismo, Hitler, etc., alguns livros são essenciais:
"Band of Brothers" - Stephen Ambrose (já falei sobre ele em outro post);
"A noite" - Elie Wiesel - tem um post só dele;
"Stalingrado" - Anthony Beevor --> considerado o maior erro de Hitler e o "começo do fim" do império nazista;
"Hitler" - volumes 1 e 2 - Joachim Fest --> biografia de Hitler por um dos maiores escritores da Alemanha;
"No Bunker de Hitler"- Joachim Fest --> acompanha os últimos dias de Hitler no bunker onde ele veio a suicidar-se. Serviu de base para o roteiro do excelente filme alemão "A QUEDA";
"Para entender Hitler" - Ron Rosenbaum - o escritor faz um estudo psicológico e extremamente detalhado de Hitler. Tenta responder à questão: ele era cônscio de sua própria torpeza, da sua perversidade? Extremamente interessante e instigador;
"Mestres da Morte" - Richard Rhodes - fiquei chocada com este livro que descreve minuciosamente as técnicas assassinas da SS. De gelar o sangue. O autor ganhou prêmio Pulitzer de 1987. Depois desse livro, nada mais me choca;
"Berlim 1945" - Anthony Beevor - para entender o pós-guerra e como a Alemanha ficou arruinado ao final da 2a. Guerra;
"Soldados Cidadãos" - Stephen Ambrose - história real sobre a camaradagem, o sofrimento e as agruras dos soldados americanos durante a 2a. Guerra.
Bom, é isso. Para começar tá legal rsrsrs

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Bélgica


Bom, eu não sirvo de parâmetro para nada, pois quem me conhece, sabe o nível da frescura rsrsrs Mas não gostei nem um pouco de Bruxelas, na Bélgica.
Talvez seja má vontade minha, depois de ter saído de Paris e de Londres, mas "não fui com a cara dessa cidade logo de cara" rsrs Bom, peguei metrô lotado, pior que Praça da Sé na hora do rush. Na saída do metrô, nenhum tipo de sinalização. Metrô muito fedido (pior que Londres); pessoas muito fedidas rsrsrs Cheiro de quem não toma banho mesmo ! Não achei graça na cidade, principalmente no Centro; achei bem sujinha, cheia de pichações.... 
A única coisa que valhe a pena é a linda Praça Central; realmente a mais linda que já vi: seus quatro lados com construções medievais. A outra suposta atração é o tal "Manequinho". Simplesmente ridículo: do tamanho de um anão de jardim.... Dá licença, né?
Detalhe: a menina do Mc Donald's simplesmente não entendia um simples "number ONE, please."
A maravilha mesmo é a cidade de Brugges, que fica há uma hora de trem. A cidade é toda medieval, vc se sente transportado para séculos atrás. Uma delícia ! É conhecida como a "Veneza do Norte". (=um pouco de exagero rsrs).

DICA DE FILME PASSADO EM BRUGGES: "IN BRUGGES" ou em português "Na mira do chefe". É um filme diferentão, meio estilo Tarantino, humor negro; muito interessante ! 



quarta-feira, 20 de maio de 2009

Fahenhreit 451




Adorei esse livro de ficçcão. Aliás, ele com ceretza inspirou dezenas de filmes e outros livros. Recomendo muuuito. Aliás, algumas coisas que ele escreveu há décadas atrás, está começando ou pode vir a acontecer....Segue a sinopse do http://www.skoob.com.br/:








"Imagine uma época em que os livro configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente para comprar-lhe a tão sonhada quarta parede de TV. Sua vida vazia é transformada, porém, quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. "

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A day in London - Um dia em Londres


Sugestão para uns dias bem "turista farofa":

Desça perto de Waterloo e caminhe até o Big Ben;
Faça um passeio de barco pelo Tâmisa, aprecie o Parlamento inglês e se delicie com a Tower Bridge;
Vá andando pelas proximidades e conheça a Catedral de Saint Paul e a Abadia de Westminster;
Visite a Torre de Londres, complexo penitenciário e de execuções medieval;
Pegue um ônibus double-decker
Dê uma zuada nos guardas da Rainha;
Coma fish and chips (eca! rsrs);
Vá à um pub;
Pegue um barco no Tâmisa e vá até Greenwich (tire uma foto ao lado do relógio marco-zero rsrs);
Assista à chatíssima, mas obrigatória, troca da guarda do Palácio de Buckingham;
Passeie em Covent Garden, Piccadilly Circus, Hammersmith, Notting Hill;
Museus indispensáveis: Natural History, British Museum; Queen Victory and King Albert Museum. Todos "de grátis" rsrsrssr.
E ande, ande, ande - aprecie tudo sem moderação. Essas são as dicas mais óbvias e básica.
Londres é maravilhosa e cada um tem a "sua", basta você montar a sua versão....


domingo, 17 de maio de 2009

Vida Real


sábado, 16 de maio de 2009

Leia o Livro e veja o filme !


O livro (sinopse by Skoob) : Michael tem somente 15 anos quando conhece Hanna, uma mulher 21 anos mais velha.É o início de uma delicada relação amorosa, marcada por pequenos gestos e rituais. A leitura de clássicos de Tolstói, Dieckens e Goethe precede os encontros. Ao londo de meses, o casal repete essas cerimônias, interrompidas pelo súbito desaparecimento de Hanna. Sete anos depois, Michel, estudante de direito é convidado a tomar parte em um julgamteno contra criminosos do regime nazista. Ele descobre que uma das acusadas é sua antiga amante, o que o lança a um vórtice de culpa e piedade.
By me: Hanna tem um segredo o qual ela considera mais vergonhoso do que sua participação nos crimes nazistas. Instigante !

O Filme: O filme não desaponta e é muito fiel ao livro. Kate Winslet ganhou o Oscar de melhor atriz por sua atuação como Hanna. Não perca!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Excelente Filme !


Gran Torino é um drama que foi lançado mundialmente em janeiro de 2009. O filme é dirigido por Clint Eastwood e produzido por Bill Gerber e Robert Lorenz. A produtora é a Warner Bros. Clint Eastwood é o personagem principal, fazendo seu retorno como ator, pois não atuava desde o premiado Million Dollar Baby.
Clint interpreta Walt Kowalski, um veterano da Guerra da Coréia, ex-montador de carros da Ford, racista e ranzinza, que mora em um bairro pobre de Detroit, e tem como seus vizinhos, imigrantes da etnia asiática Hmong, que Walt ofende com insultos racistas. Ele ainda tem problemas com a própria família, que o acha ranzinza, antiqüado e com uma paranóia contra coisas asiáticas. Ele passa seus dias fazendo consertos gerais em casas, bebendo na varanda de sua casa, e indo mensalmente ao barbeiro.
Walt enxerga erroneamente, nos Hmongs, seus inimigos de guerra, que devastaram a economia do império americano. Mas na verdade, os Hmongs lutaram e se aliaram aos americanos. Depois que socialistas começaram a persegui-los, eles vieram para a América. Algo que Walt não consegue entender, já que é extremamente racista. Tudo muda na noite que alguém tenta roubar seu Ford Gran Torino de 1972 de sua garagem, algo que ele guarda com muito carinho. A pessoa que tenta roubar-lhe o carro é Thao (Bee Vang), seu vizinho Hmong. Sob pressão de uma gangue de Hmongs, Thao tenta roubar o Gran Torino da garagem de Walt, que, empunhando seu rifle usado na guerra, surpreende-o. A mãe, envergonhada, e a irmã de Thao, Sue (Ahney Her), obrigam Thao a trabalhar para Walt por um período de tempo. O fato de Walt ter salvo Thao da gangue que queria castigá-lo por ter falhado em roubar o Gran Torino, também ajuda a família de Thao a considerá-lo um herói local. Nesse período de tempo, Walt enxerga em Thao, um bom menino e cavalheiro, diferente da juventude de hoje que Walt despreza, enquanto Sue cativa Walt e o faz enxergar certas verdades sobre seu povo, e sobre si mesmo tambem.
(sinopse da wikipedia)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Band of Brothers



AMO ESSA MINISSÉRIE!!! O LIVRO FOI DEVORADO EM UMA SEMANA. RECOMENDO:

"Band of Brothers é uma aclamada minissérie de televisão dividida em 10 episódios, que passa-se durante a Segunda Guerra Mundial, co-produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg. A minissérie foi lançada pela HBO em 2001 e continua sendo exibida em diferentes canais de televisão ao redor do mundo.

A minissérie destaca-se, dentre vários motivos, pelos esforços em sua ambientação e veracidade. Um exemplo: para reproduzir com maior fidelidade os campos de batalha daSegunda Guerra Mundial, foram necessários mais de 10 mil atores extras, cerca de 700 armas autênticas, 400 armas de borracha e cerca de 14 mil caixas de munição em cada dia de filmagem. Além disso, tanques da Segunda Guerra foram restaurados, um avião C-47 autêntico foi usado e a vila que serviu como cenário para 11 cidades européias tinha o tamanho de nove campos de futebol americano. A série teve custos de produção e cenários mais caros que os do filme O Resgate do Soldado Ryan; a produção custou cerca de US$ 125 milhões e demorou 9 meses para ser finalizada, o que rende à série o título de maior e mais cara já feita para a televisão.

Baseado no livro de mesmo título, da autoria de Stephen E. Ambrose, a série narra a história da Companhia E (Easy Company) do 506º Regimento de Infantaria Pára-quedista do Exército Americano, 101ª Divisão Aerotransportada - na sua campanha na Segunda Guerra Mundial. Tal companhia participou da invasão dos exércitos americano e inglês na Normandia, no dia 6 de Junho de 1944, o famoso Dia D, além da famosa Operação Market Garden e da Batalha do Bulge.

Sob a ótica dos combatentes, narra a campanha do regimento de para-quedistas americanos, desde sua preparação ainda em Toccoa, Estado da Geórgia nos Estados Unidos, até a captura do Ninho da Águia, fortaleza de Hitler nos Alpes em Berchtesgaden.

Os eventos retratados na série são baseados em pesquisas de Ambrose e entrevistas gravadas com os veteranos da Easy Company. Algumas licenças literárias foram tomadas nos episódios, e outras diferenças a partir do livro são exibidas nos episódios[1]. Todas as personagens retratadas na Série são baseadas em membros reais da Easy Company; alguns deles aparecem antes do começo dos episódios, em pequenas entrevistas/depoimentos. (Suas identidades, entretanto, não são reveladas até o final de cada episódio.)"

Peguei o resumo na wikipedia !

terça-feira, 12 de maio de 2009

Por qual motivo devo ler livros?

Um texto bem simples e direto, especial para quem tem "horror" aos livros....

Crédito: http://jornalesag.blogspot.com/2009/02/mas-porque-ler-um-livro.html

"Mas por quê ler um livro?
Muitas pessoas, de todas as faixas etárias, colocam a mesma pergunta inúmeras vezes “Por que é que devo ler um livro? Qual é o interesse?” Para esta pergunta, há sempre uma resposta. No caso das crianças e adolescentes, os pais têm sempre o “sermão” ensaiado: “Ler faz-te bem. Melhoras a tua expressão escrita, ganhas mais cultura e poderás ter mais sucesso na escola!” Isto é tudo verdade, mas convence poucos!Eu também podia escrever muito sobre este assunto, dar conselhos, mas penso que isso não ajudará ninguém ou quase ninguém, portanto vou apenas contar a “minha história”.Eu gosto muito de ler. Gosto de quase todos os géneros de livros, desde romances históricos, aventuras, policiais… um pouco de tudo. Mas não fui sempre assim! Comecei a gostar de ler quando andava no 5º ano. Antes, a minha mãe também era como todos os outros pais: “Marta, lê que te faz bem!” mas eu não gostava. Um dia na escola li um excerto de um livro “Uma aventura na escola” e gostei tanto que o li rapidamente. E foi assim. Foi assim que comecei a ler. Li esse livro e mais outro e depois outro, até ler toda a colecção. Entretanto um amigo ofereceu-me os dois primeiros livros de Harry Potter e aí começou uma nova fase de leituras.Agora, que já sou mais velha, leio outro tipo de livros como romances, principalmente históricos. Mas de vez em quando, ainda gosto de ler aqueles que tanto me encantaram em pequena. Há pouco tempo li o último livro de Harry Potter, o da colecção “Uma Aventura”. É o lado mais infantil que ainda vive em mim e o gosto pela fantasia que, certamente, se manterá por mais tempo.Para se aprender a gostar de ler, também é importante acertar no livro. Se não gostarmos do primeiro, é provável que a leitura não se torne uma agradável companhia. Mas não podemos desistir! Há uma oferta muito variada de livros, por isso, se não acertarmos à primeira, temos de voltar a tentar. Há que experimentar novas leituras, outros géneros, outros autores.Tal como os nossos pais dizem “ler faz bem”, mas é fundamental que seja por gosto. Ler um livro por obrigação não convém, uma vez que nos pode criar uma certa aversão a este acto.Quando descobrimos o gosto pela leitura, o livro torna-se uma companhia para toda a vida. Mergulhamos nas palavras, convivemos com as personagens, tornamo-nos seus cúmplices, habitamos nas suas páginas, percorremos os seus espaços, vivemos as suas horas e até os segundos e quando nos apercebemos, já chegámos ao fim. E é, então, que sentimos um vazio, como se uma parte de nós nos tivesse sido arrancada. A solução? Aventurarmo-nos numa nova leitura!"

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Leitura Obrigatória


Li com uma caixa de Kleenex do lado. Acabei com vontade de tomar um Prozac.


"Neste livro de memórias, hoje um clássico, Elie Wiesel narra os horrores dos campos de concentração alemães na Segunda Guerra Mundial.
Ainda criança, Wiesel sofreu as iniquidades impostas aos judeus. Viu de perto o mal personificado, testemunhou a morte de diversas pessoas, entre elas seus pais e sua irmã mais nova.
Em seu discurso ao receber o Prêmio Nobel da Paz em 1986, Wiesel descreveu aquele ambiente como um lugar onde "homens e mulheres de todos os cantos da Europa foram abruptamente transformados em criaturas sem nome e sem rosto, desesperadas pela mesma ração de pão ou sopa, temendo o mesmo fim".
Depois da guerra, profundamente marcado pelo que viveu, Wiesel encontrou apenas uma arma para evitar que algo semelhante ocorresse novamente: a memória. "Para nós, esquecer nunca foi uma opção", disse. Começou, então, sua nova jornada, em busca de uma maneira de narrar o que viveu. "Não foi fácil. Primeiro, por causa da linguagem. Nossa linguagem falhava. Teríamos de inventar um novo vocabulário, porque nossas próprias palavras eram inadequadas, anêmicas".
Em A noite, escrito originalmente em francês, Wiesel encontrou essa linguagem: simples e direta, mas com enorme poder de emocionar. A narrativa impressiona, em primeiro lugar, pelo caráter desumano da tentativa de Hitler de construir uma raça pura e pela sinistra metodologia que a apoiou. Mas também impressiona, como escreveu no prefácio François Mauriac, Prêmio Nobel de Literatura em 1954, pela "morte de Deus nessa alma de criança que descobre subitamente o mal absoluto".
"Este livro resulta de uma chaga que jamais será fechada. Após a agonia como prisioneiro, ao se deparar com sua própria imagem ao espelho, Wiesel constata: "Seu olhar nos meus olhos não me deixa jamais." Olhos marcados pela descoberta de que seres humanos, crédulos em Deus, podem se transformar em monstros."
(sinopse by www.fnac.com.br)

domingo, 10 de maio de 2009

Minha vó Alice

Escrevi este texto em homenagem à minha avó paterna que faleceu no dia 05 de março de 2009. Esse é o primeiro dia das Mães no qual eu não pude dar-lhe os parabéns...

"Ela era peculiar. Foi embora da mesma forma como eram as suas respostas: inesperadas!!!! Não usava o nome da certidão de nascimento, usava outro que escolheu.
Invés da avó-tricô era a vó-tira-sarro-de-todo-mundo. 
Ela adorava comer, sem restrições. Não adiantava brigar. Fazia eu passar vergonha nas festinhas, colocando docinhos na bolsa. rsrs Planejava secretamente fazer isso no casamento do meu irmão. Estava tramando rsrsrs
Adorava me ligar para contar fofocas e dar risada. Não sei quantas vezes ela quase me matou de tanto rir. Não era só a estória que era engraçada: era o jeito que ela contava ! Falava palavrões, dos mais cabeludos, unicamente para se deliciar com a reação do interlocutor, ver a cara de choque de quem escutava. Amava cores, estampas, babados. Fez um colcha de retalhos para mim. Ria dos filhos, ria do genro, implicava com as noras, com os netos. Porém, amava a todos. Era o centro do seu universo.
Mas acima de tudo, foi uma vencedora. Infância difícil, sem chamego, foi empregada doméstica ainda criança. Criou nove filhos em situação bem humilde, mas nunca faltou comida no prato. Nenhum dos filhos virou bandido, nem drogado, nem mau exemplo. Não sabia ler , mas todos os seus filhos aprenderam.
Essa neta, por exemplo, lê tudo o que lhe cai nas mãos e é na "voz" de um dos grandes, que dela se despede:
"Morrer não é acabar, é a suprema manhã" (Victor Hugo)

I will miss you !"

sábado, 9 de maio de 2009

KATYN


SINOPSE

O polonês Andrzej Wajda descreve o famoso e triste massacre de Katyn. Meses depois da invasão nazista na Polônia, em 1939, aproximadamente 15 mil (algumas fontes registram que tenha sido mais de 25 mil) prisioneiros de guerra poloneses são mortos pela polícia secreta soviética nas florestas da cidade de Katyn. 
Os soviéticos posteriormente culpam os alemães, tentando "limpar" sua imagem. Há cenas reais e o filme é muito comovente ao abordar a história de uma família específica. Algumas pessoas estavam literalmente soluçando, chocadas, ao fim da sessão. É um filmão, mas esteja preparado emocionalmente, principalmente quem não está devidamente familiarizado com as atrocidades da Segunda Guerra Mundial.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Para quem manja de inglês, achei um site interessante que faz teste de personalidade: http://www.4degreez.com/misc/personality_disorder_test.mv. De acordo com ele, no momento, estou:

Disorder Rating Information
Paranoid: Moderate
Schizoid: Moderate
Schizotypal: Moderate
Antisocial: Low
Borderline: Moderate
Histrionic: Moderate
Narcissistic: Very High
Avoidant: Low
Dependent: Moderate
Obsessive-Compulsive: Moderate

Bom, acho que o correto seria very high para quase tudo. Concordo com o Low de Antisocial mas acho exagerado Very High em Narcisismo rsrsrs

Mas me parece tudo uma piada mesmo. Pelo menos achei divertido !

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Três bons livros

Um Ano na Provence, Peter Mayle
Ao ler este livro fiquei com vontade de conhecer a região da Provence. Se a pessoa não se interessa por lugares pitorescos nem por gastronomia, não vai curtir.

A Face Oculta do Terror, A.J.Langguth
Indicado para aqueles que se interessam pela Guerra Fria e pela ditadura na América Latina na segunda metade do século passado. Conta com detalhes como a CIA treinou os militares sul americanos para torturarem e espionarem os cidadãos. Realmente interessante.

102 Minutos, Jim Dwyer - Kevin Flynn
Sobre "o" 11/9 e a tragédia do World Trade Center. Esse livro é daqueles dinâmicos, que você não consegue largar. Retrata com fidelidade ímpar o que aconteceu nos fatídicos 102 minutos transcorridos entre o impacto do primeiro avião e o colapso da última torre. Muito interessante e bem documentado. Recomendo.


quarta-feira, 6 de maio de 2009

Me indicaram e eu adorei:

"Por que nos apaixonamos
por Felipe Machado
Já ouvi críticas aos meus textos de gente que alega que não sou psicólogo ou psiquiatra, portanto não tenho o direito de ficar falando bobagens sobre o comportamento das pessoas. Concordo plenamente. Não tenho formação acadêmica em nenhuma área relacionada à psicologia. O mais perto que cheguei de um analista foi no dia em que ouvi a música 'O Divã', do Roberto Carlos. O que escrevo aqui é apenas fruto de observações ou experiências pessoais. E ponto.
Essa humilde introdução foi para dizer, com falsa modéstia, que descobri o que faz um homem se apaixonar por uma mulher, e vice-versa. Não é pouca coisa, já que essa questão persegue a humanidade há séculos.
Talvez você concorde, talvez ache uma grande besteira. Há várias razões para alguém se apaixonar, mas as que abordo aqui são as essenciais, na minha opinião.
Vamos começar pela mulher. O que faz uma mulher gostar de um homem? Mais do que isso, o que transforma a paixão de uma mulher por um homem em amor? A admiração que ela tem por ele. Essa admiração pode ser de várias formas e intensidades diferentes. O cara pode ser um excelente profissional. Ou pode ser um grande artista. Ou pode ser um ótimo pai. Ou pode ser... milhões de coisas, claro.
Só para esclarecer: não estou falando de riqueza ou sucesso. A mulher se apaixona quando sente admiração por quem ele é, pelo que ele representa como pessoa. Não é algo formal, muito menos o sentimento de alguém que olha de baixo para cima. É apenas orgulho por estar ao lado dele. Em última instância, é a admiração que faz com que a mulher queira se eternizar ao lado desse cara, criar uma família, gerar filhos.Quando a admiração chega ao fim, o amor chega ao fim.
E quanto ao homem? O que faz um homem se apaixonar por uma mulher? A atração. Atração física, sim, mas não só isso. Essa atração pode existir em vários níveis, sexual, sensorial, emocional; o que o homem precisa é se sentir atraído. Por favor não imagine que estou falando só de beleza. Há diferentes tipos de beleza, assim como há diferentes níveis de exigência de um homem em relação à beleza. Mas ele tem que sentir atração para querer voltar sempre àquela mulher, querer mantê-la sempre próxima, querer a presença dela na hora de dividir o sono. A atração é a preliminar do desejo.
Se essa atração chegar ao fim, pode ter certeza de que o homem vai correr atrás de outra. Ele precisa disso para se sentir vivo. Admiração, atração... isso é só o meu ponto de vista. Espero que algum psicólogo assine embaixo."

Vi no: http://blog.estadao.com.br/blog/palavra/

Opera para pobres

Recomendo a Opera do Metropolitan de New York que esta passando quinzenalmente no Espaço Unibanco. Fui assistir "La Rondine", de PUccini e foi simplesmente bárbaro. Melhor, só mesmo estando lá, ai vivo. O bom da projeção do cinema é que mostram os bastidores, as trocas de cenários e entrevista com os protagonistas, além das legendas em português e breve explicação sobre o tema da ópera. O som, sensacional. Experimente rsrsrs

terça-feira, 5 de maio de 2009

Vi no: http://www.caixapretta.com.br

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Elegância e humanidade

WALCYR CARRASCO

Gritos ou sorrisos

Por 

| 11.03.2009

 

Olho em torno. Estou em uma sala ricamente decorada com móveis antigos e lustres de cristal. Vestida com uma grife importante e adornada com joias de bom gosto, a anfitriã recebe com distinção um pequeno grupo de convidados, do qual faço parte. Conversa delicadamente sobre artes, viagens e outras amenidades. O copeiro entra com uma bandeja com refrescos e champanhe. Mas comete uma gafe: oferece-me uma taça antes de servir uma convidada – a etiqueta manda que as mulheres sejam servidas em primeiro lugar. Imediatamente, a voz da dona da casa se torna dura, ríspida, cheia de raiva.

– Será que você nunca aprende? – acusa. – Não sabe se comportar?

O homem murmura desculpas envergonhado e se retira humilhado. Ela suspira.

– Essa gentinha não tem jeito!

Fico pasmo. Onde foi parar a elegância? Por que humilhar um subalterno devido a um erro de etiqueta ao qual ninguém daria importância? Sempre me defronto com esse tipo de situação: gente que gosta de humilhar os outros, principalmente quem não pode se defender. Certa vez fui a um jantar na mansão de um arquiteto. A certa altura, o anfitrião aproximou-se de um jovem vestido de maneira mais simples – como vim a saber, estagiário em seu escritório de arquitetura – e disparou:

– Sabe o que está bebendo? É vinho francês, aproveite!

O rapaz ficou completamente sem jeito. O outro ainda comentou com um amigo:

– Nem sei por que sirvo bebida boa a quem não pode apreciar. Olha só, ele nem sabe segurar a taça!

Porteiro de prédio sofre. Há quem ache que não precisa se identificar. Ou reclame enquanto o outro pede a autorização de acesso ao morador. Passam pelo hall com os olhos chamejando:

– Não me conhece?

Confesso: eu mesmo já cometi esse tipo de erro e até hoje me envergonho. Certa vez morava em um condomínio e cheguei à guarita no carro de amigos. O segurança, novato, não me conhecia. Fez uma confusão e não queria permitir a minha entrada. Explodi:

– Você não tem uma relação? Verifique! Ou chamo a síndica!

O rapaz só estava fazendo seu trabalho: proteger o condomínio. Ao ameaçar com a síndica, eu de fato o ameacei com demissão. No dia seguinte, envergonhado, pedi desculpas ao segurança e às pessoas que estavam no carro comigo.

Já me aconteceu o contrário. No final de uma peça de teatro, fui convidado a ir aos bastidores. Cumprimentei os atores que eu conhecia. Quando ia embora, uma das estrelas saiu de seu camarim. Fui parabenizá-la. Com um olhar altivo, ela me respondeu friamente. Despedi-me sem jeito.

Na mesma noite recebi um telefonema do administrador do espetáculo. A estrela descobrira que eu era autor de novelas e estava arrependida por ter me tratado daquela maneira. Na noite seguinte tentou jantar comigo. Um amigo comum quis fazer a ponte.

– Ela sonha atuar em sua novela. Pediu-me para explicar que só agiu daquele modo porque não sabia quem você era.

– Pior! – respondi. – Se tratou mal um desconhecido que foi lhe dar os parabéns, como será com os cabeleireiros, costureiras, motoristas, técnicos, produtores, que são a base de um trabalho em televisão?

Às vezes a pessoa nem é tão mais rica que a outra, mas se acha superior só porque tem um carro, uma casa maior, um diploma. Na minha opinião, a melhor forma de conhecer uma pessoa é observar a maneira como trata aqueles com quem a vida não foi tão generosa no sentido material. Agradecer cada gesto faz bem a quem ouve e a quem fala. Gritos ou sorrisos dão uma boa medida de quem é quem.