Conjunto de divagações inúteis ou nem tanto sobre livros, viagens, filmes, teatro, tv, etc. Ou seja, coisa de quem não tem muito o que fazer ou quer fazer demais com o tempo que sobra.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
O grupo Baader-Meinhof
"Baseado em uma historia real, esta adaptação para os cinemas é um filme de ação repleto de mortes, explosões e drama psicológico, com um roteiro que vai fundo nos bastidores do grupo Baader Meinhoff. Na década em que sexo, drogas e rock'n roll, era a base da juventude, um movimento surgiu com alta dose de ideologia e terminou com a execução de diferentes crimes. Atentados a bomba e ações terroristas ameaçaram por anos a democracia européia. O radicalismo dos jovens criados no período pós nazismo liderados por Andreas Baader, Ulrike Meinhof e Gudrun Ensslin levaria até as últimas consequências a tentativa de romper um possível fascismo. Buscar os direitos do homem sem aplicar uma forma humana de protesto foi o maior erro destes jovens que, por uma revolução limpa, acabaram sujando muitas histórias com sangue. "
terça-feira, 25 de agosto de 2009
VOLTO JÁ - Hape Kerkeling

'Volto já - Minha viagem pelo Caminho de Santiago da Compostela" é o relato da pregrinação do autor, que é um famoso comediante alemão, ao caminho de Santiago. O livro é composto do diário que Hape manteve para preencher suas noites solitárias, cada passagem termina sempre com uma 'revelação do dia' (um pouco ingenuas) mas em geral suas narrativas são engraçadas e inusitadas. A leitura incentiva a vontade de fazer o caminho, eis que após seu lançamento na Europa houve um consideravel aumento do numero de peregrinos.
Dei muita risada e adorei ver a percepção de um alemao gay e rico convivendo com pessoas de culturas diferentes e orçamentos menores.
Já estive lá e testemunhei não só a beleza da cidade velha e da Catedral, mas tb a emoção da chegada dos peregrinos. Deligthful!
Excelente leitura !
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Nomes históricos do PT dizem que Lula reduziu o partido
Para desertores, PT vive a reboque do presidente; apoiador diz que crise mostra vivacidade do partido
ANA FLOR
RUBENS VALENTE
DA REPORTAGEM LOCAL (Folha On LIne)
Fundadores ou apoiadores do PT no início dos anos 80 ouvidos ontem pela Folha avaliam que o episódio de anteontem no Senado -quando a bancada partidária, por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajudou a arquivar denúncias contra José Sarney (PMDB-AP) no Conselho de Ética- reforçam a noção de que o presidente "reduziu" o PT. Alguns do entrevistados, após desacordos com a direção do PT ou com Lula, deixaram a sigla entre os anos 80 e 90. O filósofo da USP Wolfgang Leo Maar, que segue apoiando Lula, foi a voz dissonante, ao dizer que o PT "incomoda".
AIRTON SOARES , advogado e ex-deputado federal, deixou a liderança e a sigla em 1984 por querer votar no Colégio Eleitoral em favor de Tancredo Neves (do qual Sarney era vice), contra a candidatura de Paulo Maluf: "O partido não precisava ter chegado a esse ponto em nome da governabilidade. Mas o equívoco não está aí. Está em existir um governo de coalizão sem um programa. O que existe é um emaranhado de partidos que, à custa não se sabe do quê, decide apoiar projetos do governo. (...) Hoje o partido se confunde com o exercício da Presidência pelo Lula. A popularidade e o prestígio de Lula fazem com que ele seja maior que o partido e, sendo maior que o partido, as confusões se estabelecem".
FRANCISCO DE OLIVEIRA , sociólogo e fundador do PT: "A relação da crise atual com as anteriores é a mesma: o Lula tornou-se maior que o partido e o partido vive a reboque do presidente. Impõe o estilo autoritário que é próprio do Lula e foi escondido devido ao fato de que era um prestigioso líder sindical em oposição à ditadura. Lula é muito autoritário, arrasou o PT, fez do partido trampolim para suas alianças políticas espúrias. [A tese da governabilidade] é um velho argumento conservador. Todos no Brasil que preferem manter o status quo usam o argumento da governabilidade".
CESAR BENJAMIN , editor da editora "Contraponto" e ex-candidato a vice-presidente em 2006 pelo PSOL, do qual já se desfiliou, saiu do PT em 1995: "O fato mais significativo da política brasileira no último período foi a absorção do PT pelo establishment político. (...) O que nós percebemos nesses últimos anos é que o PT e o Lula não lutavam para mudar o Brasil, lutavam para entrar no condomínio de poder. (...) Os militares fecharam o Congresso fisicamente. Lula fechou o Congresso de outra maneira, de um lado, inundando o Congresso com medidas provisórias que trancam a pauta e, de outro lado, generalizando o fisiologismo de uma forma que o Congresso deixou de existir como tal. (...) Minha maior crítica ao presidente Lula não é nem à política econômica, mas é seu papel profundamente deseducativo e desmobilizador. É equívoco dizer que Lula é obrigado a fazer concessões. Quando ele entrega o sistema elétrico a Sarney -hoje uma capitania de Sarney-, ele não se sente fazendo concessão, ele se sente fazendo política".
PAULO DE TARSO VENCESLAU , economista e fundador do PT, deixou-o em 1998 após fazer denúncias sobre irregularidades na contratação da empresa CPEM, que envolveu o compadre de Lula, Roberto Teixeira: "O grande conflito no PT vai se dar no momento em que Lula perder a caneta. (...) Quem serão os sucessores de Lula? Se é que isso existe, pois o Lula não admite nenhuma sombra. [Em 2011] o mundo petista vai acordar e o Lula não terá o poder que tem hoje. E se entrar alguém no PT querendo fazer algum acerto histórico nos seus valores, nos princípios, pelos quais foi criado, aí o Lula perderá o espaço dele. Já tem um monte de militantes do MST chamando Lula de "traidor'".
MARIA RITA KEHL , psicanalista e simpatizante do partido: "Eu brincava, em 2006, que o Lula devia ser candidato à reeleição, mas pelo PMDB. Eu votaria nele, mas o campo ficaria mais claro. Hoje o PT está destruído, não tem nem candidato próprio em São Paulo, cidade em que surgiu, e o Lula é um presidente pelo PMDB".
ANA FLOR
RUBENS VALENTE
DA REPORTAGEM LOCAL (Folha On LIne)
Fundadores ou apoiadores do PT no início dos anos 80 ouvidos ontem pela Folha avaliam que o episódio de anteontem no Senado -quando a bancada partidária, por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajudou a arquivar denúncias contra José Sarney (PMDB-AP) no Conselho de Ética- reforçam a noção de que o presidente "reduziu" o PT. Alguns do entrevistados, após desacordos com a direção do PT ou com Lula, deixaram a sigla entre os anos 80 e 90. O filósofo da USP Wolfgang Leo Maar, que segue apoiando Lula, foi a voz dissonante, ao dizer que o PT "incomoda".
AIRTON SOARES , advogado e ex-deputado federal, deixou a liderança e a sigla em 1984 por querer votar no Colégio Eleitoral em favor de Tancredo Neves (do qual Sarney era vice), contra a candidatura de Paulo Maluf: "O partido não precisava ter chegado a esse ponto em nome da governabilidade. Mas o equívoco não está aí. Está em existir um governo de coalizão sem um programa. O que existe é um emaranhado de partidos que, à custa não se sabe do quê, decide apoiar projetos do governo. (...) Hoje o partido se confunde com o exercício da Presidência pelo Lula. A popularidade e o prestígio de Lula fazem com que ele seja maior que o partido e, sendo maior que o partido, as confusões se estabelecem".
FRANCISCO DE OLIVEIRA , sociólogo e fundador do PT: "A relação da crise atual com as anteriores é a mesma: o Lula tornou-se maior que o partido e o partido vive a reboque do presidente. Impõe o estilo autoritário que é próprio do Lula e foi escondido devido ao fato de que era um prestigioso líder sindical em oposição à ditadura. Lula é muito autoritário, arrasou o PT, fez do partido trampolim para suas alianças políticas espúrias. [A tese da governabilidade] é um velho argumento conservador. Todos no Brasil que preferem manter o status quo usam o argumento da governabilidade".
CESAR BENJAMIN , editor da editora "Contraponto" e ex-candidato a vice-presidente em 2006 pelo PSOL, do qual já se desfiliou, saiu do PT em 1995: "O fato mais significativo da política brasileira no último período foi a absorção do PT pelo establishment político. (...) O que nós percebemos nesses últimos anos é que o PT e o Lula não lutavam para mudar o Brasil, lutavam para entrar no condomínio de poder. (...) Os militares fecharam o Congresso fisicamente. Lula fechou o Congresso de outra maneira, de um lado, inundando o Congresso com medidas provisórias que trancam a pauta e, de outro lado, generalizando o fisiologismo de uma forma que o Congresso deixou de existir como tal. (...) Minha maior crítica ao presidente Lula não é nem à política econômica, mas é seu papel profundamente deseducativo e desmobilizador. É equívoco dizer que Lula é obrigado a fazer concessões. Quando ele entrega o sistema elétrico a Sarney -hoje uma capitania de Sarney-, ele não se sente fazendo concessão, ele se sente fazendo política".
PAULO DE TARSO VENCESLAU , economista e fundador do PT, deixou-o em 1998 após fazer denúncias sobre irregularidades na contratação da empresa CPEM, que envolveu o compadre de Lula, Roberto Teixeira: "O grande conflito no PT vai se dar no momento em que Lula perder a caneta. (...) Quem serão os sucessores de Lula? Se é que isso existe, pois o Lula não admite nenhuma sombra. [Em 2011] o mundo petista vai acordar e o Lula não terá o poder que tem hoje. E se entrar alguém no PT querendo fazer algum acerto histórico nos seus valores, nos princípios, pelos quais foi criado, aí o Lula perderá o espaço dele. Já tem um monte de militantes do MST chamando Lula de "traidor'".
MARIA RITA KEHL , psicanalista e simpatizante do partido: "Eu brincava, em 2006, que o Lula devia ser candidato à reeleição, mas pelo PMDB. Eu votaria nele, mas o campo ficaria mais claro. Hoje o PT está destruído, não tem nem candidato próprio em São Paulo, cidade em que surgiu, e o Lula é um presidente pelo PMDB".
sábado, 15 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Notáveis Homens de espírito !
Por Luiz Alca de Sant'Anna
"Um email muito interessante chegou, semana passada, pela crônica 'Elegia do Risível', onde louvo as pessoas com senso de humor, o que muito admiro.
O leitor, que se define como 'um sujeito de 72 anos, que sempre cultivou essa qualidade, mas que sempre tomou na cabeça pela incompreensão, sendo considerado, pela própria esposa e pelos filhos, uma criatura sarcástica, irônica e difícil de conviver', fala do quanto é complicado se manter esse senso de humor, quando se vive num meio pequeno-burguês, numa família prosaica que não entede certas brincadeiras e numa atividade profissional burocrática e fria, onde os colegas de repartição não atingem o nível de uma mordacidade inteligente e que torna o roteiro diário mais leve, divertido.
Entendi-o muito bem e se não é caso de solidarizar-me e nem de dar apoio - porque vivo uma outra realidade: felizmente convivo (deixa eu bater na madeira), quer no relacionamento a dois, quer nas amizades mais próximas, com pessoas que sacam muito legal qualquer brincadeira ou troca hilariante, assim como sabem dar ao diálogo o tom de comédia - resta-me destacar as pessoas dotadas dessa magnífica qualidade que é o senso de humor, sem ter nada a ver com o bem-humorado, o piadista: para mim, muito chato.
Como são notáveis os homens de espírito que captam a extraordinária complexidade da vida, que acompanham palmo a palmo as voltas que o mundo dá sem se perderem nos atalhos, que sabem usar e abusar da ironia sem cair no deboche (é importante não confundi-lo com sarcarmo), que detêm a sutileza, uma preciosidade comportamental. Que sabem dar a dimensão do leve nos defeitos próprios e dos semelhantes, não porque sejam necessariamente leves, mas porque eles, em sua verve espirituosa, conseguem enxergar assim. Que riem gostosamente de si mesmos , de sua atitudes cômicas, sem com isso baixar a autoestima.
Ah, gente, rir de si mesmo nas horas cômicas, naqueles momentos em que somos gostosamente ridículos, em que dramatizamos ou fazemos birra. Como isso é inteligente e suaviza situações que poderiam ser melancólicas! Só que é preciso um tanto de segurança, autoafirmação e, modéstia à parte, um grau razoável de inteligência para se chegar a isso. Já perceberam como não podemos brincar com os medíocres? Como eles se ofendem ou levam para outro lado, tomando uma intimidade que não lhes demos?
Por que voltar ao assunto? Pela sua magnífica possibilidade de separar o profundo do superficial, o hábito da criatividade, o respeitoso do hipócrita. Pela compreensão das paixões, pelo esforço da crítica, tão importante e, muito principalmente, porque nos dá um delicioso repouso na fadiga do viver."
A-M-E-I. Tem muita gente que eu conheço que deveria ler e refletir sobre esta crônica e, quem sabe, aprender a rir de si mesmo. Eu rio. Sempre.
"Um email muito interessante chegou, semana passada, pela crônica 'Elegia do Risível', onde louvo as pessoas com senso de humor, o que muito admiro.
O leitor, que se define como 'um sujeito de 72 anos, que sempre cultivou essa qualidade, mas que sempre tomou na cabeça pela incompreensão, sendo considerado, pela própria esposa e pelos filhos, uma criatura sarcástica, irônica e difícil de conviver', fala do quanto é complicado se manter esse senso de humor, quando se vive num meio pequeno-burguês, numa família prosaica que não entede certas brincadeiras e numa atividade profissional burocrática e fria, onde os colegas de repartição não atingem o nível de uma mordacidade inteligente e que torna o roteiro diário mais leve, divertido.
Entendi-o muito bem e se não é caso de solidarizar-me e nem de dar apoio - porque vivo uma outra realidade: felizmente convivo (deixa eu bater na madeira), quer no relacionamento a dois, quer nas amizades mais próximas, com pessoas que sacam muito legal qualquer brincadeira ou troca hilariante, assim como sabem dar ao diálogo o tom de comédia - resta-me destacar as pessoas dotadas dessa magnífica qualidade que é o senso de humor, sem ter nada a ver com o bem-humorado, o piadista: para mim, muito chato.
Como são notáveis os homens de espírito que captam a extraordinária complexidade da vida, que acompanham palmo a palmo as voltas que o mundo dá sem se perderem nos atalhos, que sabem usar e abusar da ironia sem cair no deboche (é importante não confundi-lo com sarcarmo), que detêm a sutileza, uma preciosidade comportamental. Que sabem dar a dimensão do leve nos defeitos próprios e dos semelhantes, não porque sejam necessariamente leves, mas porque eles, em sua verve espirituosa, conseguem enxergar assim. Que riem gostosamente de si mesmos , de sua atitudes cômicas, sem com isso baixar a autoestima.
Ah, gente, rir de si mesmo nas horas cômicas, naqueles momentos em que somos gostosamente ridículos, em que dramatizamos ou fazemos birra. Como isso é inteligente e suaviza situações que poderiam ser melancólicas! Só que é preciso um tanto de segurança, autoafirmação e, modéstia à parte, um grau razoável de inteligência para se chegar a isso. Já perceberam como não podemos brincar com os medíocres? Como eles se ofendem ou levam para outro lado, tomando uma intimidade que não lhes demos?
Por que voltar ao assunto? Pela sua magnífica possibilidade de separar o profundo do superficial, o hábito da criatividade, o respeitoso do hipócrita. Pela compreensão das paixões, pelo esforço da crítica, tão importante e, muito principalmente, porque nos dá um delicioso repouso na fadiga do viver."
A-M-E-I. Tem muita gente que eu conheço que deveria ler e refletir sobre esta crônica e, quem sabe, aprender a rir de si mesmo. Eu rio. Sempre.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
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