terça-feira, 22 de setembro de 2009

Educação e Autoridade por Lya Luft para VEJA

"Antes de uma palestra sobre Educação para algumas centenas de professores, um jornalista me indagou qual o tema que eu havia escolhido. Quando eu disse: Educação e Autoridade, ele piscou, parecendo curioso: "Autoridade mesmo, tipo isso aqui pode, aquilo não pode?". Achei graça, entendendo sua perplexidade. Pois o tema autoridade começa a ser um verdadeiro tabu entre nós, fruto menos brilhante do período do "É proibido proibir", que resultou em algumas coisas positivas e em alguns desastres – como a atual crise de autoridade na família e na escola. Coloco nessa ordem, pois, clichê simplório porém realista, tudo começa em casa.

Na década de 60 chegaram ao Brasil algumas teorias nem sempre bem entendidas e bem aplicadas. O "é proibido proibir", junto com uma espécie de vale-tudo. Alguns psicólogos e educadores nos disseram que não devíamos censurar nem limitar nossas crianças: elas ficariam traumatizadas. Tudo passava a ser permitido, achávamos graça das piores más-criações como se fossem sinal de inteligência ou personalidade. "Meu filho tem uma personalidade forte" queria dizer: "É mal-educado, grosseiro, não consigo lidar com ele". Resultado, crianças e adolescentes insuportáveis, pais confusos e professores atônitos: como controlar a má-criação dos que chegam às escolas, se uma censura séria por uma atitude grave pode provocar indignação e até processo de parte dos pais? Quem agora acharia graça seria eu, mas não é de rir.

Gente de bom senso advertiu, muitos ignoraram, mas os pais que não entraram nessa mantiveram famílias em que reina um convívio afetuoso com respeito, civilidade e bom humor. Negar a necessidade de ordem e disciplina promove hostilidade, grosseria e angústia. Os pais, por mais moderninhos que sejam, no fundo sabem que algo vai mal. Quem dá forma ao mundo ainda informe de uma criança e um pré-adolescente são os adultos. Se eles se guiarem por receitas negativas de como educar – possivelmente não educando –, a agres-sividade e a inquietação dos filhos crescerão mais e mais, na medida em que eles se sentirem desprotegidos e desamados, porque ninguém se importa em lhes dar limites. Falta de limites, acreditem, é sentida e funciona como desinteresse.

Um não é necessário na hora certa, e mais que isso: é saudável e prepara bem mais para a realidade da vida (que não é sempre gentil, mas dá muita porrada) do que a negligência de uma educação liberal demais, que é deseducação. Quem ama cuida, repito interminavelmente, porque acredito nisso. Cuidar dá trabalho, é responsabilidade, e nem sempre é agradável ou divertido. Pobres pais atormentados, pobres professores insultados, e colegas maltratados. Mas, sobretudo, pobres crianças e jovenzinhos malcriados, que vão demorar bem mais para encontrar seu lugar no grupo, na comunidade, na sociedade maior, e no vasto mundo.

Não acho graça nesse assunto. Meus anos de vida e vivência mostraram que a meninada, que faz na escola ou nas ruas e festas uma baderna que ultrapassa o divertimento natural ao seu desenvolvimento mental e emocional, geralmente vem de casas onde tudo vale. Onde os filhos mandam e os pais se encolhem, ou estão mais preocupados em ser jovenzinhos, fortões, divertidos ou gostosas do que em ser para os filhos de qualquer idade algo mais do que caras legais: aquela figura à qual, na hora do problema mais sério, os filhos podem recorrer porque nela vão encontrar segurança, proteção, ombro, colo, uma boa escuta e uma boa palavra.

Não precisamos muito mais do que isso para vir a ser jovens adultos produtivos, razoavelmente bem inseridos em nosso meio, com capacidade de trabalho, crescimento, convívio saudável e companheirismo e, mais que tudo, isso que vem faltando em famílias, escolas e salas de aula: uma visão esperançosa das coisas. Nesta época da correria, do barulho, da altíssima competitividade, da perplexidade com novos padrões – às vezes confusos depois de se terem quebrado os antigos, que em geral já não serviam –, temos muita agitação, mas precisamos de mais alegria."

Lya Luft falou e disse. Apoiado !

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

domingo, 13 de setembro de 2009

Modismo?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Lula e o Bolsa Família



É por isso que eu A-M-O esse presidente maravilhoso ! Ai, Socorro !

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sob o Sol da Toscana


Livro adorável da Frances Mayes que inspirou o filme homônimo, te transporta pela Toscana. Se vc gosta da Itália, de viagens e de gastronomia, vai se divertir muito. Recomendo!

Peguei essa resenha no site da americanas.com:

"Una bella villa. Durante muito tempo, Frances Mayes, professora americana, poeta e gastrônoma reconhecida, sonhou com a possibilidade de ter uma casa na Toscana. Qualquer uma. Bramasole foi a resposta a sua vontade de fazer parte, durante alguns meses por ano, da vida na província italiana. E não poderia ser uma resposta mais agradável. Um solar cor de abricó, com venezianas verdes, telhas antigas, balcões com gradis de ferro batido e patamares de terreno onde seria possível investir num pomar, na própria produção de azeite e até numa modesta vinícola.

Sob o sol da Toscana é o relato minucioso dos primeiros tempos de Frances e seu marido, Ed, em sua bella villa, às voltas com uma empreitada que se provou muito mais custosa e sacrificante do que parecia a princípio. Aqui os vemos derrubando paredes, consertando encanamentos, descobrindo antigas nascentes e até um afresco original. Aqui os vemos, completamente entregues ao prazer de receber amigos para uma refeição leve, à sombra de árvores frondosas, sobre toalhas de linho, ou em passeios pela cidade vizinha de Cortona, uma pequena jóia medieval. Ou ainda elaborando um minucioso roteiro turístico, em que a Toscana é literalmente esquadrinhada, para satisfação do leitor.

A proposta poderia fazer lembrar, aos mais desavisados, a do livro de Peter Mayle, Um ano na Provence. Fora o mesmo ímpeto de morar num país que não é o seu, porém, as semelhanças são tênues. Enquanto Mayle faz de sua Provence um lugar em que a joie de vivre é a marca essencial, e carrega no humor, Frances Mayes investe no lirismo e no olho sábio de quem sabe transformar o prazer de comer em conselhos e dicas, para quem gosta de partilhá-los.

Leitora perspicaz, Mayes fala de D. H. Lawrence, Keats, Virgílio e Flannery O?Connor, interessa-se pela vida dos santos e entremeia suas memórias com a infância passada no Sul dos EUA, onde sua família era dona de fazendas. A Toscana que surge em seu livro não é apenas um lugar delicioso, que vai nos envolvendo, à medida que viramos as páginas. É um lugar cujas raízes são esmiuçadas, explicadas, investigadas com fina observação antropológica, tornando a viagem, além de deleitosa, instrutiva. Como bem definiu a Booklist americana, eis um livro que possibilita a "mais perfeita viagem sem sair de casa".


domingo, 6 de setembro de 2009

Pranzo di Ferragosto




Uma graça de filme; italianíssimo. Muita gente que eu conheço devia assistir para aprender a ter paciencia com idosos !

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tempos de paz


Boas atuações. Simples e poético.