quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Caminho

“Ninguém pode construir em teu lugar
as pontes que precisarás passar,
para atravessar o rio da vida
- ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números,
e pontes, e semideuses que se oferecerão
para levar-te além do rio;
mas isso te custaria a tua própria pessoa;
tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho
por onde só tu podes passar.
Onde leva? Não perguntes, segue-o”

- Nietzsche -

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Muitas vezes dá vergonha ser brasileira

Há alguns dias, li uma matéria na Folha de São Paulo que me deixou revoltada. Eis um trecho:
"Três anos após ser detido e confessar ter ajudado a matar o menino João Hélio Fernandes, 6, que ficou preso ao cinto de segurança do carro e foi arrastado por sete quilômetros pelas ruas da zona norte do Rio, um dos cinco acusados no crime ganhou proteção e assistência do governo federal (...) Uma decisão judicial determinou que o jovem, menor na época do crime e hoje com 18 anos, fosse incluído no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte, criado pelo governo federal em 2003. O projeto apoia pessoas com até 21 anos que são alvos de ameaça de morte. (...)"
Depois fiquei sabendo que ele está com a família na SUÍÇA, onde ganhou nova identidade e está sendo subsidiado por uma ONG que, grandes possibilidade, recebe dinheiro do Estado. Ou seja: ela está morando em um dos lugares mais lindos e pacíficos do mundo, com o NOSSO dinheiro de contribuinte. E não nos esqueçamos que, à época dos fatos, esse santinho tentou assumir toda a culpa para livrar a cara dos comparsas.
Mas quem sabe depois de três anos se reeducando nos maravilhosos centros educacionais para menores infratores, ele tenha se tornado um amor de pessoa, mais humano e mereça tamanha benesse.
Quer dizer que vc mata uma criança, trucida uma família e ganha uma vida maravilhosa nos alpes suíços?
Mais que revolta, sinto nojo. Mais que isso: nesse exato momento sinto vergonha de ser brasileira.
Se você conta isso para alguém que mora em um país realmente civilizado, a pessoa simplesmente não acredita e pensa que é piada, que é humor negro.
E antes de botar a culpa no Judiciário, lembremos que esse Poder só cumpre a Lei, que é feita pelos senhores deputados e senadores; eles também que aprovam as verbas orçamentárias. E não se esqueçam que nesse governo atual, nunca as ONG´s ganharama tanto dinheiro da União.
E quem coloca esses senhores lá no poder? Eu, você, todos nós..... inclusive aqueles que não votam, que anulam, que não se informam...não se politizam....
Mas desabafo a parte, gostaria de saber se alguma ONG está ajudando a familia do João Hélio... Se o estado garantiu algum tipo de indenização ou apoio à eles.....
Em tempos de barbárie, como dizer a esses pais que há justiça nesse mundo?
Enquanto você está lendo essas linhas, o assassino está esquiando na Suíça com o seu dinheiro e a mãe de João Hélio deve estar chorando....

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Cultura é tudo !

Sem medo do passado
Fernando Henrique Cardoso, O Estado de S. Paulo, 07/02/10
O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas estão o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse: “O Estado sou eu.” Lula dirá: “O Brasil sou eu!” Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo o que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote - o governo do PSDB foi “neoliberal” - e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora, os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobrás, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões, e junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado. Esqueceu-se dos investimentos do Programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao País. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no País.
Esqueceu-se de que o País pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI - com aval de Lula, diga-se - para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo o que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobrás, citado por Adriano Pires no Brasil Econômico de 13/1: “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobrás produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela.”
O outro alvo da distorção petista se refere à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002 houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram num município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outros 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando numa só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel para a realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa Toda Criança na Escola trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de 7 a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996 eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Carnaval inesquecível

Preguiça de copiar as fotos. Veja o link que é mais facil rsrsrs

http://www.sedentario.org/internet/momentos-esqueciveis-do-carnaval-24683

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Segurança em primeiro lugar

Gente, vê esse vídeo rsrsrs Caçula sofre, hein? kkkkkkkkkk

http://www.totallycrap.com/magazine/videos_a_lesson_in_motorycle_safety/

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quer rir da burrice alheia?

Passo a passa para se divertir, rindo da imbecilidade alheia:

1. acesse o blog fictício da personagem da novela das oito: http://especial.viveravida.globo.com/sonhos-de-luciana/

2. coloque uma fralda geriátrica e tome um analgésico;

3. Pronto. LEIA TODOS OS COMENTÁRIOS DE TODOS OS POSTS

Fala sério: como pode existir tanta burrice no mundo? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk