domingo, 26 de setembro de 2010

Tarrafa Literária


Eu e Jeremy Mercer !
Acabei de chegar da 2a. Tarrafa Literária e estou muito feliz, pois foi muito bacana. O debate das 15 hs foi sobre viagens que viraram livros; os convidados eram o Jeremy Mercer (autor de "um livro por dia", onde narra o periodo que morou na livraria Shakespeare & Co. em Paris) e o compositor Zeca Baleiro, que está lançando uma coletânea das cronicas que ele escreve para a revista Isto é. Não conhecia nada deste último e não tinha expectativas e acabei ficando impressionada de ver o quanto ele é inteligente e articulado. Surpresa muito boa, suas falas foram divertidas.... O debate foi intermediado pelo bonachão Mathew Shirts, que é um americano radicado no Brasil, cronista do jornal Estado de São Paulo e editor da National Geografic nacional. Não conhecia o trabalho do Shirts, mas adorei o que vi do livro de cronicas dele (minha amiga vai me emprestar!!!) e achei ele o máximo. Muito animado e divertido, extremamente inteligente e sua mediação foi um barato.
Mas a estrela do evento mesmo foi o maluquetes Jeremy....que figura !!! Um ruivo totalmente maluco, com um topete kafkaniano, engraçadíssimo. Narrou suas aventuras na livraria mais famosa do mundo e declarou sua admiração pelo Brasil e especialmente por Santos.
Depois dos debates teve uma sessão de fotos e autógrafos, onde todos foram simpaticíssimos e conversaram bastante com o público.
Pena que nao pude ir nos outros dias da Tarrafa ! Não vejo a hora da próxima edição !!!!


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010

Coco Chanel & Igor Stravinski

Sinceramente? Achei chato rsrsrsr embora seja uma produção primorosa, me deu sooooono rsrsrsrs
Sem contar um lance "aborígene" que me dá agonia rsrsr


Ah, essa não ! rsrsrsrs



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Editorial do Estadão - Lula e o deboche

07/09/2010

às 16:56

Quanto mais evidências há contra o PT, mais debochado se mostra Lula

A quebra da minha rotina acabou me impedindo de publicar mais cedo o excelente editorial de hoje do Estadão. Leiam:
*

A política do deboche

Quanto mais se acumulam as evidências de que o PT é o mentor do crime continuado da devassa na Receita Federal, de dados sigilosos de aliados e familiares do candidato presidencial do PSDB, José Serra, tanto mais o presidente Lula apela para o escárnio. É assim, desenvolto diante da exposição das novas baixezas de sua gente, que ele procura desqualificar as denúncias de que as violações tinham a única serventia de reunir material que pudesse ser utilizado contra os adversários da candidata governista, Dilma Rousseff.

Do mensalão para cá, essa atitude só se acentuou. No escândalo da compra de votos no Congresso Nacional, em 2005, ele ficou batendo na tecla de que não sabia de nada e que, de mais a mais, o que a companheirada tinha aprontado - diluído na versão de que tudo se resumia a um caso de montagem de caixa 2 - era o que se fazia comumente na política brasileira. Depois, propagou e mandou propagar a confortável teoria de que as acusações eram parte de uma “conspiração das elites” para apeá-lo do poder. Mas não chegou a zombar acintosamente das revelações que iriam ficar gravadas na história de seu partido.

Já no ano seguinte, quando a polícia detonou a tentativa de um grupo de petistas, entre eles o churrasqueiro preferido de Lula, de comprar um falso dossiê contra o mesmo José Serra, então candidato a governador de São Paulo, o presidente incorporou ao léxico político nacional o termo “aloprados” com que, para mascarar a gravidade do episódio, se referiu aos participantes da torpeza. Agora, enquanto escondia a sua escolhida - acusada pelo tucano como responsável, em última instância, pela fabricação de novo dossiê com os documentos subtraídos do Fisco -, o presidente se abandonou ao cinismo.

No fim da semana, em um comício em Guarulhos, na Grande São Paulo, a que Dilma não compareceu, ele acusou Serra de transformar a família em vítima. Ou seja, o que vitimou a filha do candidato não foi a comprovada captura de suas declarações de renda por um personagem do submundo - cuja filiação ao PT só não se consumou por um erro de grafia de seu nome -, mas o “baixo nível” da campanha do pai, que tratou do escândalo no horário de propaganda eleitoral. E ele o teria feito porque “o bicho está em uma raiva só” diante dos resultados desfavoráveis das pesquisas eleitorais. “É próprio de quem não sabe nadar e se debate até morrer afogado”, desdenhou.

O auge da avacalhação - para usar uma palavra decerto ao gosto do palanqueiro Lula - foi ele perguntar retoricamente: “Cadê esse tal de sigilo que não apareceu até agora? Cadê os vazamentos?” Se é da filha de Serra que ele falava, o sigilo vazou para os diversos blogs lulistas que publicaram informações a seu respeito que só poderiam ter sido obtidas a partir do acesso ilícito aos seus dados fiscais. E o presidente sabe disso desde janeiro, quando o ainda governador Serra o alertou para a “armação” contra seus familiares na internet. Confrontado com o fato, Lula disse, sem ruborizar-se, ter coisas mais sérias para cuidar do que das “dores de cotovelo do Serra”.

Se, no comício, a sua pergunta farsesca tratava das outras pessoas ligadas ao candidato, como, em especial, o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, o sigilo vazou para membros do chamado “grupo de inteligência” da candidatura Dilma. No caso de Eduardo Jorge, aliás, a invasão não se limitou à delegacia da Receita em Mauá, no ABC paulista, a primeira cena identificada do crime. Na última quinta-feira, o Estado revelou que um analista tributário lotado na cidade mineira de Formiga, Gilberto Souza Amarante, acessou dez vezes em um mesmo dia os dados cadastrais do tucano. O funcionário é petista de carteirinha desde 2001.

Ninguém mais do que Lula, com o seu imitigado deboche, há de ter contribuído tanto para a “maria-mole moral” em que o País atolou, na apropriada expressão do jurista Carlos Ari Sundfeld, em entrevista no Estado de domingo. Nem a bonança econômica nem os avanços sociais podem obscurecer o perverso legado do lulismo. Por minar os fundamentos das instituições democráticas, essa é hoje a mais desafiadora questão política nacional.

Por Reinaldo Azevedo