Conjunto de divagações inúteis ou nem tanto sobre livros, viagens, filmes, teatro, tv, etc. Ou seja, coisa de quem não tem muito o que fazer ou quer fazer demais com o tempo que sobra.
domingo, 24 de abril de 2011
Fila da Balsa, furões e Rui Barbosa
Dizem que o desenvolvimento está nos detalhes e que o políticos são um reflexo do seu povo. Nada mais verdadeiro, como pode ser constatado nos feriados na fila da balsa. O desrespeito com o próximo, a mania de querer levar vantagem em tudo, a omissão dos cidadãos de bem e o descaso das autoridades foi o que testemunhei em Santos no dia 23 de abril ultimo. Após 20 minutos na fila, um automóvel com placa do interior de São Paulo furou a fila dois carros adiante do meu veículo e mesmo após intenso buzinaço, permaneceu no mesmo lugar. Não havia nenhum funcionário da Dersa nos próximos metros. Ao chegar perto do atracadouro, constatei que havia no local uma viatura policial; desci e contei ao policial o que havia ocorrido, o que foi confirmado de forma discreta por apenas um dos condutores de um veiculo próximo – e mais ninguém. Foi-me dito que voltasse ao meu veículo pois ele resolveria o problema. Para minha surpresa, após breve conversa, o policial permitiu que o “furão” continuasse na fila. Ao adentrarmos na balsa, o “espertinho” me premiou com um sorriso de deboche e até mandou-me um singelo beijo. Na volta do Guaruja, não foi diferente: inúmeros veículos furando a fila, nenhuma viatura policial e nenhum funcionário da empresa que administra o sistema. E assim, eu e você, cidadão obediente, que paga seus impostos, cumpre a Lei e respeita o próximo, ou seja, que, em suma, comporta-se como um cidadão do primeiro mundo, estamos fadados a viver como uma ilha: cercados de incompetência, descaso e omissão típicos do terceiro mundo. Como dizia Rui Barbosa, “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”
sábado, 9 de abril de 2011
Never Let me Go
Achei esse filme perturbador e angustiante, talvez pelo momento que vivo, talvez pela resignação dos personagens - o que me é alheio. Sem dúvida é um filme sensível, roteiro primoroso, bem como a direção de arte, trilha sonora...Os atores tb estao muito bem e se vc quer refletir um pouco, vá em frente.
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