sábado, 19 de novembro de 2011

Viagem a Europa - 2011 - parte 6 - Windsor e Oxford

WINDSOR

Outro passeio delicioso de um dia, partindo de Londres, é até a cidade de Windsor, onde a atração principal é o Castelo de Windsor, que é o maior castelo ocupado do mundo. A família real passa alguns finais de semana por lá, a Páscoa e mais algumas datas especiais.

É um castelo muito bonito, bem preservado e interessante. Foi também o único local em que a segurança foi mais efetiva, com raio X, revista, detector de metais, etc.

Salvo engano, o castelo data do início do ano 1.000 dc; muitas partes não podem ser visitadas, o que é uma pena pois pelas fotos no site oficial, tem jardins lindíssimos que ficam de fora da visita. O ingresso custa 16,50 libras e próximo ao castelo tem estacionamento público pago por hora. Nós fomos de carro, acho que levou uma hora e meia de Londres até lá e então não sei como é o acesso por trem ou ônibus.

A cidade é uma graça, tem um centro delicioso com muitas lojas e restaurantes bacanas.

OXFORD

Sempre tive curiosidade de conhecer os centros universitários britânicos como Cambridge e Oxford. Como meus primos iam em um outlet próximo a Oxford decidimos conhecer a cidade.

Demos sorte e era dia de formatura em algumas universidades, então a cidade estava em festa e pudemos ver os formandos bagunçando (nada parecido com os brasileiros, muito mais contidos) e comemorando com a família. É uma cidade com um centro moderno e muitos prédios antigos ao redor, com dezenas de universidades muito bonitas e lotada de estudantes não só da Inglaterra como de várias partes do mundo.

Com certeza o college mais visitado é a lindíssima Christ College, não só pela sua arquitetura imponente mas muito por causa do Harry Potter, eis que algumas cenas dos filmes foram lá gravadas, como se fosse do Castelo de Hogwarts e o salão de jantar dos estudantes foi claramente a inspiração o salão principal do citado castelo. Você paga 7 libras para visitar a universidade, mas se faz questão de visitar o Dinner Hall (salão de jantar) fique atento ao cartaz na entrada pois como ele é usado de verdade para as refeições dos estudantes, ele fica fechado para visitação em vários horários.

A igreja Christ Church, dentro da universidade citada, é muito visitada, com lindos vitrais e várias personalidades que estudaram lá estão ali enterradas.

O autor de “Alice no país das maravilhas” Lewis Carrol lecionou matemática na Christ College; aliás a Alice foi inspirada em Alice Lidel, filha do reitor na igreja da universidade e por isso na mesma rua tem uma lojinha linda com vários produtos inspirados nos livros chamada de Alice’s Shop.

Ficamos mais ou menos das 10 da manhã até as 17:00 da tarde e andamos a cidade inteira, ao menos a parte principal e visitamos calmamente a universidade mencionada. No centro encontramos vários restaurantes daquelas redes que mencionei em posts anteriores e compramos algumas quinquilharias rsrsrsrs

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Viagem a Europa - 2011 - parte 5 - BATH/STONEHENGE

Decidimos ir até Stonehenge e de lá irmos até a cidade de BATH. Fomos de carro e como meus primos já conheciam o caminho foi super fácil. Eu acho que ir de trem ou de ônibus é muito mais demorado e complicado, então é melhor alugar um carro; isso se você for capaz de dirigir com o volante no lado do passageiro rsrsrsrs

O local onde fica Stonehenge é idílico, cercado de fazendas e ovelhas por todos os lado. NO local há boa infraestrutura (lanchonete, lojinha de souvernirs, banheiros, etc) além de audioguides com explicações (não tem em português, mas tem em espanhol). O lugar é realmente muito bonito e tem um clima diferente, de paz e tal. Se quiser saber sobre Stonehenge, clique aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Stonehenge

Em seguida fomos a BATH. A cidade é lindíssima, parece saída de um conto de fadas; é considerada patrimônio mundial pela UNESCO. Na época da invasão romana lá foi construída um complexo de termas, eis que é o único lugar em todo o Reino Unido onde há nascente de água termal.

Além de visitar as instalações extremamente bem preservadas das termas romanas (você se sente na Itália, sério....), há um SPA em funcionamento no local, o qual não tive o prazer de experimentar. Tem uma lojinha (obvio!) que vende um monte de produtos de banhos, como sais, shampoos, sabonetes...uma tentação, pois é tudo muito cheiroso e feito só de produtos naturais.

A arquitetura predominante da cidade é o da época georgiana e tem lugares especialíssimos como o Circus e o Crescent.... não dá para explicar esses dois complexos, veja as fotos no facebook. Esses dois lugares mencionados já serviram de cenário para vários programas de TV e filmes, especialmente adaptações das obras de Jane Austen.

Por falar em Jane Austen, ela viveu alguns anos em BATH e alguns de seus livros tem passagens pela cidade e é por isso que lá tem o Jane Austen Centre, um museu-casa dedicado a essa escritora, onde você tem palestras sobre a vida dela, acesso a uma exposição de época além de uma lojinha (rsrsrs) sensacional de vários produtos relacionados à ela e à sua obra. Um charme a parte são os funcionários vestidos à caráter e o Mr. Bennet na porta te aguardando (poderia ser o Mr. Darcy, não?). Esse parágrafo final só entendeu quem é fã rsrsrsrs

Enfim, recomendo MUITO uma viagem a essa linda cidade. Fiz um bate-volta, mas da próxima vez vou tentar ficar mais dias.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Viagem a Europa - 2011 - parte 4 - Londres

Ainda em Londres, se você gosta de andar e tem bastante tempo, pegue o metrô, desça em High Street Kensington e vá visitar o Palácio de Kesington, onde vivia a Princesa Diana. Logo ao lado, como uma extensão do Palácio, tem o Kesington Gardens, um parque muito bonito, com um lago imenso no meio – cheio de patos, que ficam soltos andando por lá e sujando tudo rsrsrsr Essa parte não curti muito !

De lá, ainda andando, você chega ao Hyde Park, outro lindo parque londrino, onde tem um monumento famoso chamado Marble Arch. Ali fica a junção de várias ruas, em especial a Oxford Street, que já comentei em posts anteriores.

Uma dica que não posso deixar de passar é quanto a alimentação. Minha prima indicou algumas redes de restaurante que oferecem uma boa comida a preços razoáveis; até um bom bife (contrafilé=sirloin) é possível comer no CAFÉ ROUGE por umas 15 libras (www.caferouge.co.uk). O Bella Itália tem massas gostosas por umas 10 libras (www.bellaitalia.co.uk), bem como o Strada (www.strada.co.uk), cujo risotto é uma delícia e o Zizzi (www.zizzi.co.uk) também é muito bom. Em todos eles tem diversas opções de entradas, pratos principais, massas, risotos, etc.; sempre por um preço bem razoável, tendo em vista como Londres é caro. Existem vários deles espalhados por Londres e em outras cidades; comemos no Bella Itália na cidade de Oxford e no Café Rouge em Windsor.

Uma opção muito legal também é a Marks & Spencer, setor de comida. Eles vendem porções individuais (ou para 2 pessoas) de tudo que se possa imaginar: saladas, pães, sanduíches, frutas, sucos, tortas, comida congelada, sobremesas, etc. E tudo isso por um bom preço e uma qualidade excelente. Salvou nossa vida em Edimburgo e também tem lojas por todo o Reino Unido.

Voltando ao passeios, um imperdível é Tower Hill, ou Torre de Londres. Esse lugar já foi de tudo, de zoológico à casa da moeda; mas ficou mais famoso como presídio e local de execução dos traidores da coroa. Quer saber mais? Leia em http://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_londres.

Atualmente é lá que ficam as incríveis jóias da coroa britânica, inclusive cetros, tiaras e coroas usadas em cerimônias de coroação durante séculos. Realmente são muito lindas; pena que não deixam tirar fotos ! Além dessa exposição, também tem uma muito interessante de armaduras reais, inclusive com originais do Rei Henrique VIII, que tem quase 500 anos. Separe umas 4 horas para fazer a visita completa. Não pegue o áudio-guide, que aqui é pago mas é uma porcaria, eis que não numeraram os locais onde você deveria apertar o número do áudio; fica um portuga falando ininterruptamente e você nem sabe a que local ele está se referindo. Em compensação de meia em meia hora, um dos inúmeros guardas que moram no local fazem tour guiada em inglês totalmente gratuito e bem mais interessante !

domingo, 6 de novembro de 2011

Viagem a Europa - 2011 - parte 3 - Londres

Eu já tinha visto a famosa troca de guarda do Palácio de Buckingham e achei bobo e chato, mas como minha amiga nunca tinha ido a Londres, lá fomos nós. Para mim, totalmente dispensável, mas incrível como fica lotado de turistas.

Dali dá para ir a pé até a roda gigante London Eye, às margens do rio Tâmisa. O mais bacana é que para isso você atravessa o lindo parque Saint James, até o Palácio que tem o mesmo nome. As fotos desses lugares estão no meu facebook, na pasta Londres 2011.

Dessa vez fiz o passeio pela roda gigante e adorei, uma delícia; a vista é lindíssima e aproveitamos um dos poucos dias de sol e com poucas nuvens. Quem quiser fazer um passeio de barco pelo Tâmisa pode aproveitar e comprar o ingresso junto com a roda gigante por um valor um pouco mais barato (tudo foi 27,50 libras) mas esse barco não faz paradas.

Do outro lado do rio tem vários empresas de transporte fluvial que fazem passeios pelo Tâmisa e algumas permitem paradas em vários pontos. Uma das paradas mais interessantes é a de Greenwich, onde tem um parque, o observatório Real e o “reloginho” da hora do meridiano. Vale o passeio.

Outra dica para quem gosta de fazer umas comprinhas é a rua Oxford Street na área conhecida como Oxford Circus. Lá tem inúmeras lojas, como a Zara, mas a barbada mesmo é a H&M, uma loja que vende as roupas mais baratas que eu vi por lá. Nessa época tem casacos bárbaros que aqui custam mais de R$ 300 por em média 30 libras, o que dá uns R$ 90,00. Existem várias lojas H&M por Londres e até em Paris.

No domingo fomos até a Catedral de Saint Paul, lindíssima – onde a princesa Diana se casou. Assistimos à missa da igreja anglicana, com um lindo coral; foi realmente muito interessante. Existem visitas guiadas nessa catedral durante a semana; eu acabei não indo, mas me disseram que é muito bacana e vale a pena.

Outro passeio imperdível de domingo é o bairro de Candem Town, ex reduto punk, cheio de feirinhas, inovações, artesanatos, pessoas malucas, barracas de comidas de todos os tipos, lojas de antiguidades, sebos, etc. Definitivamente um passeio delicioso.

sábado, 5 de novembro de 2011

Viagem a Europa - 2011 - parte 2 - Londres

No nosso primeiro dia em Londres, minha prima nos emprestou o cartão OYSTER do transporte público de Londres. Ele vale no metrô, nos trens urbanos e nos ônibus e você deve comprá-lo e colocar os créditos conforme sua preferência. Pode ser por dias de uso ou simplesmente colocar um valor qualquer que vai debitando a cada uso. Tem várias zonas, mas o básico geralmente abrange as zonas 1, 2 e 3. Nós pagamos 32 libras pelo uso durante 7 dias para essas três zonas e só precisei pagar um extra quando fomos de trem urbano para o palácio de Hampton Court que, salvo engano, é zona 6. Site do metro de Londres, o “tube”: http://www.tfl.gov.uk/modalpages/2625.aspx

Muito cuidado com o metrô de Londres pois ao contrário de todos os lugares que já visitei, na MESMA plataforma passam trens para vários lugares diferentes; você tem que ficar atento ao letreiro para saber qual trem pegar. Mais que isso: uma mesma linha pode ter uma bifurcação e acabar em estações diferentes (aí você tem que ver o detalhe “VIA” para saber por onde ele vai) !! rsrsrs Parece complicado, mas só no primeiro dia; depois é “piece of cake” !

Nesse primeiro dia fizemos o passeio básico a pé: margens do Rio Tâmisa, Parlamento inglês, onde fica o Big Ben, Abadia de Westminster, Downing Street (onde mora o primeiro ministro), Trafalgar Square, lindíssima e onde fica o incrível museu National Gallery (entrada franca).

No National Gallery (http://www.nationalgallery.org.uk), a exemplo dos grandes museus, você precisa pegar o mapa e circular o que você quer ver, pois se só tiver algumas horas para visitá-lo, você ficará perdido. Vimos quadros bárbaros, notadamente “Os girassóis”, de Van Gogh (cores lindas; pessoalmente o amarelo é inacreditavelmente lindo !!!) e vários outros de Rembrant, Monet, Seurat, da Vinci, etc. Uma das salas tinha um cheiro diferente, bem ruinzinho e comecei a espirrar...também pudera, naquela sala havia quadros que datavam de 1400 e poucos...imaginem, mais velhos que o Brasil !!!!

O bacana na Europa é você ver vários grupos escolares visitando o museu e tendo aulas de arte, com debates e explanações sobre os quadros, inclusive crianças relativamente pequenas, por voltas dos 6 anos !!!

Fora tudo isso, ainda tivemos forças para irmos até a Leicester Square (que está em reforma; perda de tempo), onde tem uma cabine da Tickets que vende ingressos mais baratos para os musicais e peças de teatro. Ali perto fica uma loja incrível da M&M para os fãs (http://www.youtube.com/watch?v=mbtc4GP4V_I) e dá para ir a pé até Picadilly Circus, a “Times Square” de Londres, onde também fica uma loja bacana da GAP, onde encontrei os preços mais baratos em relação às demais lojas da rede.

Depois disso tudo, nada como voltar mancando para casa ! :)

Viagem a Europa - 2011 - parte 1

A IDA

Logo aqui no Brasil, ao passar pelo “raio X”, tive que tirar a bota de cano alto e ao recolocá-la arrebentei o zíper...resultado: embarquei para Paris com uma perna com bota por cima do jeans e a outra por dentro da calça skinny, toda embolada. Um luxo só ! Pensei que isso já era um mal sinal, mas, felizmente, o vôo foi super tranqüilo e praticamente não teve turbulência. Eu não gosto de voar e essa foi a primeira vez que andei de Airbus e estava com mais medo ainda, eis que esse modelito é o mesmo da Air France que despencou do nada no oceano Atlântico. Descobri que ele é mais confortável e silencioso que os Boeings em que já havia viajado.

A imigração na França é inexistente, ao menos em Paris. Ninguém pergunta nada, simplesmente carimbam seu passaporte e acabou. De lá, pegamos um trem interno até outro terminal, onde ficam os trens urbanos que vão para Paris. Nosso destino era a estação Gare Du Nord, onde embarcaríamos no Eurostar, o trem de alta velocidade que passa por baixo do Canal da Mancha, indo de Paris para Londres em 2 horas e meia.

O trem urbano custou 9 euros, só ida, e foi meio complicado andar nele com malas gigantes (a minha era rsrs), ainda mais que encontramos mais 2 brasileiros que também estavam indo para a Gare Du Nord, o que totalizou em 4 malas, mais as de mão, tudo no mesmo vagão; o trem logo ficou lotado, era SUJO e cheio de pessoas FEDORENTAS, tipo aquele cheiro de quem não toma banho há uma semana.

Chegamos na Gare Du Nord com 3 horas de antecedência, pois para eveitar problemas, comprei bilhete para o ultimo trem. Apesar de haver vários assentos vazios nos trens anteriores, fui informada que não poderia trocar o bilhete pois tinha pago uma tarifa mais barata justamente por ser um “introcável”.... tentei que usassem o bom-senso (também chamado de jeitinho brasileiro), pois poderiam até vender os nossos bilhetes se embarcássemos no anterior, mas não teve jeito.

Fui então procurar um “locker” (=setor de armários onde você paga para guardar sua mala por algum tempo) e o descobri no sub-solo, SEM ACESSO por meio de elevador; a escada rolante só subia e o único meio de chegar lá embaixo seria arrastando as malas escadaria abaixo. Impraticável !! Nós brasileiros adoramos falar mal do Brasil, achando que essas coisas só acontecem por aqui, mas vejam só o que se passa no dito primeiro mundo.

Assim, tivemos que aguardar nosso trem, arrastarmos nossas malas por quilômetros até o nosso vagão e duas horas e meia depois chegamos ao lindo terminal St. Pancras em Londres, aproximadamente 32 horas depois de ter saído da minha casa. Como foi bom reencontrar minha prima Renata, seu marido Fernando e a linda Isabela.
Fernando optou por um caminho mais longo mas que passava por vários pontos turísticos de Londres que, a noite, estava toda linda iluminada e finalmente eu pude matar as saudades dessa cidade incrível !!!!